Adcap publica nota contra o Postal Saúde

A associação dos administradores postais afirma que o Postal Saúde é privatização e declara apoio à greve da Fentect
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Até mesmo a Adcap (Associação dos Profissionais dos Correios) está atacando o Postal Saúde. A opinião da Adcap mostra o que realmente está por trás do Postal Saúde, já que essa associação é constituída por funcionários administrativos e chefes, que conhecem de perto o funcionamento da direção da ECT.

Leia a nota:

Prezado Associado,

Desde que o Postal Saúde foi criado, em assembleia feita às escondidas e às pressas por compadres e companheiros, a ADCAP vem denunciando mais este golpe da administração da ECT contra os empregados, contra os Correios e contra o erário público. Além das denúncias em cartas, notas e reuniões feitas com os “representantes” do Postal Saúde, fizemos denuncias nos órgãos competentes e ações na justiça.

Por isso, expressamos a nossa satisfação ao ver que a Fentect aderiu à nossa causa, que é a causa de todos os trabalhadores(as) que fazem verdadeiramente os Correios. No jornal da Fentect são validadas todas as observações feitas pela ADCAP.

Faltou apenas destacar quem são e de onde vieram os ocupantes das maiores funções e a grande estrutura montada para servir de desnecessário e dispendioso cabide de emprego para petistas e para os parentes dos aderentes. Inclusive na possibilidade de desvio de recursos para benefício próprio ou formação de caixa dois de campanhas políticas, uma vez que o Postal Saúde, na forma como foi concebido estatutariamente, foge dos critérios legais como os previstos na Lei 8666/93. Também eles poderão contratar qualquer pessoa sem a necessidade de concurso público, exigência legal para quem quer trabalhar nos Correios. Em outras palavras: TRATA-SE DA REAL PRIVATIZAÇÃO DO CORREIOS SAÚDE.

Assim, a orientação da ADCAP para os associados é a de que, se puderem, participem da greve, apoiem e divulguem.

O Correios Saúde é uma conquista! Mantê-lo e lutar pela sua preservação é obrigação de cada um.

Atenciosamente,

Diretoria Executiva da ADCAP Nacional.

 

Entrevista com Anaí Caproni: “A greve é imperiosa para garantir um atendimento importantíssimo para o trabalhador e sua família”

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Leia aqui a entrevista publicada no jornal Causa Operária com a companheira Anaí Caproni, que foi secretária geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) na última campanha salarial dos trabalhadores dos correios e ela vai falar sobre a greve nacional dos correios contra o Postal Saúde

Causa Operária: Qual a situação que levou à mais uma greve nacional da categoria dos Correios?

Anaí Caproni: A pauta de reivindicação nessa greve é a manutenção do atual convênio médico dos trabalhadores. A empresa, em uma atitude totalmente ilegal, entrou com uma série de modificações no atual convênio médico que vão trazer muitos prejuízos aos trabalhadores. Cobrança de mensalidades, restrição ao atendimento médico da categoria, restrição a que os trabalhadores tenham dependentes familiares no convênio.

É uma mudança de fundo que visa a privatização do convênio médico. Ele é uma grande conquista dos trabalhadores, houve greves em diversos anos para que o convênio não fosse cortado, uma vez que o salário dos trabalhadores é muito baixo e o trabalhador não tem condição de pagar assistência médica privada. Ou seja, a manutenção do convênio médio nas condições que ele funciona atualmente é um complemento importante na renda da categoria.

Também é preciso chamar a atenção que todos os trabalhadores têm problemas de saúde muito graves. 90% da categoria tem problema de saúde, porque as condições de trabalho são muito ruins, com excesso de peso, jornada de trabalho muito grande, condições muito ruins.

Então o convênio médico não é algo secundário, pelo contrário, é essencial dentro das reivindicações gerais da categoria. Há pelo menos dois anos a manutenção do convênio médico é uma parte fundamental das campanhas salariais. Não por acaso, a empresa anunciou as mudanças no convênio médico agora em janeiro, para evitar que houvesse uma mobilização durante a campanha salarial.

CO: A Fentect move uma ação contra o Postal Saúde, porque e como está desse processo?

Anaí: É uma ação que visa, preventivamente, impedir que qualquer mudança fosse feita. A ação foi impetrada no ano passado e o que acontece é que já foram marcadas três audiências para o julgamento da ação, mas o judiciário simplesmente adia. Afirma que não pode tomar decisões definitivas sobre o assunto e adia o julgamento. Todo mundo sabe que se valesse a justiça, se valessem as leis que são públicas, o judiciário teria que tomar a decisão de condenar qualquer mudança da empresa de forma unilateral em relação ao convênio médico.

O problema é que, todo mundo sabe, quando a lei está do lado do trabalhador, ela não é aplicada. Neste caso, já é o terceiro adiamento da audiência e agora a justiça postergou para abril. Enquanto isso, a empresa anunciou em janeiro que os trabalhadores poderiam já retirar o cartão que modifica o atual convênio médico para o Postal Saúde. Este Postal Saúde é uma empresa criada de forma privada, não é controlada pelos funcionários, não é uma entidade nos moldes do convênio médico atual e que visa fazer essa série de modificações a que me referi anteriormente.

CO: O que a privatização ou a implementação do Postal Saúde representa para a categoria?

Anaí: É um prejuízo muito grande. Como em toda privatização, os serviços pioram, os trabalhadores têm que pagar mais e no caso da saúde, é um tipo de problema que não se pode postergar. Atualmente no Brasil, as contas de celulares são caríssimas, então o trabalhador geralmente decide não comprar crédito durante alguns dias, no final do mês, etc. Agora, no quesito saúde, o trabalhador não pode ficar postergando.

A greve, então, é imperiosa para garantir um atendimento importantíssimo para o trabalhador e sua família que não tem como postergar. Nós temos que brigar e manter essa conquista fundamental da categoria como um todo.

CO: Qual o papel da burocracia sindical nessa campanha?

Anaí: Os sindicatos pelegos decidiram não sair em greve. Os sindicatos dirigidos pela Articulação do PT, decidiram em sua maioria apoiar a decisão da empresa. Os sindicatos ligados ao PCdoB, não só decidiram apoiar, como estão orientando os trabalhadores a não entrarem em greve, retirarem o cartão do Postal Saúde e aceitar a troca do convênio médico atual.

É uma traição imensa e a categoria, com a greve, está mostrando em nível nacional, como estas lideranças sindicais estão totalmente na contramão dos interesses dos trabalhadores. Uma parcela da Articulação se pronuncia claramente contra a greve e outra parcela tenta não se colocar publicamente.

O sindicato do Distrito Federal, por exemplo, tem eleição esse ano, então eles não tiraram nenhum pronunciamento público em favor do Postal Saúde, mas estão contra a greve. Outras diretorias sindicais estão cuidando da própria vida neste período. Não há envolvimento nenhum na greve e alegam que tem outras coisas que eles estão tratando, no momento em que qualquer diretoria sindical minimamente comprometida com os trabalhadores se joga de cabeça na mobilização, reúne todas as forças necessárias para ampliar a greve e a mobilização para fazer valer o interesse dos trabalhadores.

Já há uma repulsa nacional contra estas lideranças que não estão organizando as bases para a greve, que decidiram não parar os seus estados. Isso vai se refletir em uma renovação ainda maior e em uma radicalização grande dos trabalhadores dentro dos Correios. Nós já prevíamos isso que vem acontecendo, uma renovação dentro dos sindicatos, afastando aquelas lideranças sindicais que, ou estão totalmente contra a greve ou, para não se expor muito, não se declararam contra, as que efetivamente não estão fazendo nada em prol da greve.

CO: Quais as perspectivas de luta da categoria?

Anaí: Este ano é importante, já começou com assim, a categoria está em pé de guerra, porque todo mundo tá vendo nos jornais o aumento da inflação, os problemas econômicos que estão atingindo diretamente os trabalhadores menos favorecidos, o que é o caso da categoria do Correios. Nós já passamos por um número de eleições sindicais importantes na categoria e se vê que as lideranças sindicais que se colocaram do lado do bloco da Articulação, PCdoB, grupos ligados à empresa, estão se colocando nas eleições totalmente na defensiva, usando todo tipo de manobra, de aparelho claramente contra o trabalhador para conseguir minimamente se colocar no processo eleitoral.

Nós estamos esperando e nós já estamos vendo isso que está se fortalecendo toda uma ala combativa, de luta e que tem uma perspectiva de centralização destas lutas. Quer dizer, não é só uma luta para ganhar o aparelho e ficar entocado, mas se trata de realmente fortalecer o movimento nacional de oposição, com um programa, uma perspectiva anti-burocrática e de se sustentar efetivamente no movimento de base e vai renovar o movimento geral da categoria dos correios, tirando a burocracia sindical velha, carcomida e conservadora, pró-empresa.

ECT e pelegos usam grávidas contra o movimento

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Além de oferecer migalhas em troca do plano de saúde, a Empresa também faz chantagem com necessidade básicas do trabalhador

Vale tudo para aprovar o Postal Saúde, até mesmo usar as necessidades mais urgentes do trabalhador para chantageá-lo. Um dos truques da direção da ECT foi usar as mulheres grávidas para justificar a Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), criada pela empresa para privatizar o plano de saúde por fora da Fentect.

Segundo a propagando dos pelegos, a Empresa é tão boa que vai permitir que as gestantes possam trabalhar internamente nos setores de trabalho e mesmo assim continuar ganhando os 30% de adicional dos carteiros que saem para a entregue.

Mais uma vez vale o ditado de que quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Usar uma necessidade das gestantes para em troca atacar o convênio médico é uma atitude nazista da direção da empresa. Qualquer pessoa normal deveria entender que uma mulher grávida não poderia sair andando debaixo do sol quente por horas carregando um mala pesada e que todos os direitos dela deveriam estar garantidos, como é o caso dos 30%.

Mas não é assim que pensam os pelegos. Os traidores do PT e PCdoB que estão sentados na MNNP querem convencer os trabalhadores de que os diretores da ECT são as pessoas de coração mais puro que existem no mundo. Claro que os pelegos dizem isso porque estão ajudando a empresa a aprovar o Postal Saúde através da MNNP.

Toda essa chantagem da empresa na mesa paralela é uma tentativa de enganar os trabalhadores, usando os sindicalistas traidores, para tentar enfraquecer a greve. Mas a greve é forte e vai aumentar, porque o trabalhador não aceita perder seu direito.

ECT usa “mesa de negociação” contra a luta dos trabalhadores

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Em mesa de negociação paralela, direção dos Correios sinaliza com migalhas e sindicalistas traidores fazem propaganda na tentativa de conter a luta contra a Postal Saúde

A direção da ECT criou a chamada MNNP (Mesa Nacional de Negociação Permanente) para juntar os sindicalistas pelegos e aprovar os maiores ataques contra os trabalhadores sem precisar passar pela Fentect, ou seja, sem que os trabalhadores possam ter direito de decisões em assembleias, congressos, plenárias etc.

O objetivo principal da MNNP, além de dividir o movimento nacional é aprovar a Postal Saúde.

Com a deflagração da greve, tudo ficou ainda mais claro. A greve nacional foi aprovada e está sendo organizada pela Fentect, em 16 bases sindicais. A Empresa, para tentar desmobilizar a categoria, iniciou uma campanha entre os sindicalistas pelegos que participam da mesa paralela. A direção da ECT já ofereceu todo o tipo de migalha para os pelegos.

Já foi anunciado até mesmo que a empresa aceitaria todas as reivindicações do trabalhadores sobre a PLR. Por exemplo, que a PLR fosse linear (igual para todos), que o GCR e as metas não fossem contadas na hora do pagamento e outras reivindicações que os trabalhadores há décadas tentam negociar e a empresa sequer deu ouvidos. Outra migalha que a empresa ofereceu foi o abono dos dias parados da greve, outra “bondade” muito suspeita da empresa, que durante os quatro últimos anos tentou descontar o salário dos grevistas e fazê-los compensar nos fins de semana.

Aqui vale o ditado popular: quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Todas essas migalhas que a empresa sinaliza que poderia dar aos sindicalistas traidores são uma tentativa de confundir o panorama sobre o que realmente está em jogo na mesa paralela.

Qualquer trabalhador sabe que o convênio médico é o principal direito que ele tem depois do salário. Se a Empresa cortar o convênio, a perda salarial resultante disso não seria menor do que R$ 500 ou R$ 600 por mês para um trabalhador com duas filhos e sua esposa. Mesmo se fosse verdade o que a empresa e os pelegos estão dizendo sobre a PLR, seria como se na campanha salarial o trabalhador abrisse mão de parte do seu salário para receber um abono.

Ganha uma PLR miserável esse mês e passa o resto da vida pagando pelo Plano Saúde privatizado. É isso e nada mais.

Todas as migalhas que e empresa está oferecendo na mesa paralela, sejam elas verdadeiras ou não, servem apenas para distrair o trabalhador enquanto a direção da ECT rouba seu convênio médico. Por isso, é necessário que o trabalhador não se distraia e aumente a greve e a mobilização nacional contra a Postal Saúde.

Os pelegos que estão participando da Mesa Paralela serão responsabilizados pelos ataques contra os trabalhadores.

Conlutas tenta trair a greve e é derrotada pelos trabalhadores no RS

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Mais uma vez, na contramão da tendência de luta da categoria

Na última sexta-feira, dia 31, os trabalhadores dos Correios do Rio Grande do Sul decidiram, em assembleia, manter a greve por tempo indeterminado, e se manter na luta nacional da categoria. Mas para manter a greve, os companheiros gaúchos tiveram que passar por cima das manobras realizadas pela Conlutas na diretoria do sindicato.

Antes da assembleia, a Conlutas distribuiu um informativo, usando o timbre do sindicato, insinuando que a greve deveria acabar. Como condição, oferecia para a DR/RS (Diretoria Regional do Rio Grande do Sul) uma comissão de representantes do sindicato para subir e se reunir com a empresa. Em resumo, uma traição à luta nacional.

Segundo relatos dos trabalhadores, o secretário-geral do sindicato, Vitor Rittman (MRS), começou a atrasar o início da assembleia. Essa é uma manobra bem típica de quem quer quebrar um movimento, vencendo os trabalhadores pelo cansaço. Mas não deu certo. Os trabalhadores se mantiveram no local e atacaram a posição dos que queriam acabar com a greve. A pressão foi tanta, que a Conlutas não teve coragem de defender o final da greve no microfone, mas dizia abertamente para todos que era contra a continuidade da greve, fazendo campanha contra o movimento. Natural para quem desde o dia da deflagração da greve defendia uma greve de apenas dois dias.

Mais uma da “SemLutas”

A Conlutas está colecionando traições no movimento operário brasileiro. Traição aos demitidos na GM de São José dos Campos, política pró-empresa nos Metroviários de São Paulo, aliança com o PSDB nos servidores do Piauí. Para quem supostamente foi criada para ser uma alternativa às “traições da CUT” percebe-se que a Conlutas não foi bem sucedida em seu objetivo.

Na realidade, as traições da Conlutas revelam o contrário do discurso que é feito pelos seus membros. A Conlutas nunca deixou de ser um braço menor e de aparência esquerdista da burocracia sindical, seja dentro da CUT ou fora dela.

O acontecido na assembleia do Rio Grande do Sul derruba outra lenda: a de que as traições da Conlutas seriam obra apenas do PSTU, que é 90% dominante ali.

Essa é uma das justificativas dos grupelhos e grupinhos que fazem parte da Conlutas.

Mas o MRS (Movimento Revolucionário Socialista) mostrou que as coisas não são assim. Na secretaria geral do sindicato, procurou trair uma greve em pleno crescimento e que será uma luta de vida e morte da categoria para manter seu plano de saúde. A Conlutas/MRS joga água no moinho dos pelegos do PT e PCdoB que estão se reunindo paralelemente com a empresa para aprovar a Postal Saúde e boicotar a greve.

MRS quer vender a luta do Postal Saúde para a ECT por dinheiro

Primeiro o MRS/Conlutas, na secretaria geral do Sintect-RS (Sindicato dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul) defendeu uma greve de apenas dois dias. Os trabalhadores rejeitaram a aprovaram a greve por tempo indeterminado, de acordo com a orientação da Plenária Nacional da Fentect. Dois dias depois, em nova assembleia, o MRS/Conlutas estava decidido a mais uma vez acabar com a greve nacional e novamente foram derrotados pelos trabalhadores.

Mas por que o grupo insiste em levar os trabalhadores ao caminho da derrota? A justificativa é inacreditável, mas é real. Por dinheiro. A Justiça a mando da empresa decretou multa de 500 mil reais ao sindicato do Rio Grande do Sul.

Na greve da campanha salarial, a empresa atacou o movimento com um interdito proibitório para evitar que os trabalhadores realizassem piquetes no Complexo Operacional. Não há dúvida que é mais uma demonstração da ditadura da direção petista da empresa contra os trabalhadores e para intimidar o movimento. Não há dúvida também que os trabalhadores devem enfrentar com todas as armas essa ditadura, para garantir seu direito de greve.

A diretoria do Sindicato, em vez de chamar os trabalhadores a lutar, está se adaptando às intimidações da empresa e da Justiça. Se a categoria for seguir essa política, nunca mais poderá fazer mais nada, nem greve, nem manifestação. A multa contra o sindicato não deve ser mais importante do que a perda do plano de saúde dos trabalhadores. Existem várias formas de um sindicato de luta pagar uma multa, ou até mesmo não pagar, mas nunca defender que os trabalhadores recuem sua luta.

É isso o que fez o MRS/Conlutas ao defender o final da greve.

Nos Correios de SP, PSTU é a quinta coluna do PCdoB e do PT

 

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Na tentativa de se reciclar, PSTU defende que a categoria decida sobre a Postal Saúde, mas boicotou todas as iniciativas para chamar a greve no estado

PSTU/Conlutas e PCdoB contra a greve da categoria.

Na greve nacional dos trabalhadores dos Correios, contra a privatização do convênio médico, que começou na última sexta-feira, 31, o PSTU, histórico aliado do PCdoB em São Paulo e no Rio de Janeiro, tenta se reciclar, tentando aparecer como defensor do Correios Saúde. A direção do PCdoB nos dois maiores sindicatos do país defende abertamente a implantação do Postal Saúde, chegando a avisar para os trabalhadores buscarem o cartão do novo plano de saúde.

Há vários anos, a Empresa tentar retirar o Correios Saúde, que é um dos maiores benefícios da categoria, para impor o Postal Saúde, em que a cobertura é bem menor, de forma que o trabalhador terá de pagar por diversos exames e consultas, além de cobrar por dependentes. Os dois sindicatos dirigidos pela CTB são peças fundamentais para o governo do PT impôr esta derrota aos trabalhadores.

O PSTU que tenta se mostrar como oposição, apoiou um dos principais golpes para enfraquecer a categoria e tentar impor a privatização, não só do convênio médico, mas de toda a empresa. A divisão da categoria, campanha do PSTU há tempos, se deu justamente com estes dois sindicatos do PCdoB, além do sindicato de Bauru, do Rio Grande do Norte, Tocantins e Roraima, através da tentativa de refundar a FINDECT, da época da ditadura.

É preciso esclarecer também que após a fundação da FINDECT, o PSTU também ameaçou romper com a FENTECT e boicotou todas as ações desta, para tentar puxar a base de São Paulo e Rio de Janeiro para a luta. Não foi só isto, nas duas últimas campanhas salariais, foram contra a data da greve defendida pela FENTECT, apoiando os divisionistas.

As assembleias e atos que a FENTECT chamou no Rio de Janeiro, em 2012 e 2013, também contaram com o boicote e a campanha contra do PSTU. Até mesmo quando ocorreu o ataque capangas do PCdoB à assembleia convocada pela FENTECT na Praça da Sé, o PSTU sequer denunciou e ainda frequentava as assembleias fraudulentas do Sintect-SP, onde são os únicos membros da oposição que a direção do sindicato permite entrar.

O PSTU também fez parte da Mesa Nacional de Negociação Permanente, criada pela empresa para quebrar o poder de negociação da FENTECT sobre o Postal Saúde, negociando diretamente com as diretorias dos sindicatos. E foi uma das últimas a abandonar a mesa, sob forte pressão da base da categoria e dos sindicatos do Movimento de Oposição ao Peleguismo. A corrente Ecetistas em Luta, do Partido da Causa Operária, foi a única que se negou a participar desta falsa negociação desde o início.

Se mantendo totalmente do lado dos pelegos e da empresa, certamente que não vai ser agora que o PSTU vai mudar de posição. A defesa que fazem agora do convênio não passa de demagogia, visto a forte tendência da categoria para a greve que deve passar por cima de todos aqueles que apoiarem o Postal Saúde. Se fossem defender a greve em São Paulo, teriam de apoiar a atuação da FENTECT no estado, em oposição ao PCdoB e ao governo.

A lista dos sindicatos que estão furando a greve

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Ainda tem muito pelego que precisa ser arrastado pela greve em defesa do plano de saúde

Sintect-SP. Pelego do dia “Nego Peixe”, secretário-geral.

Sintect-RJ. Destaque em traição para Marcos Sant’Águia.

Sintect-DF. Vamos dar novo destaque à pelega Amanda “Marmitex”.

Sindecteb-BRU. Gandara “Sete anos de mandato” tem seu reinado absoluto.

Sintect-URA. Mendes, o rei de Uberaba.

Sintect-GO. Eziraldo merece destaque por sua participação na MNNP, em defesa do Postal Saúde.

Sintect-MS. Alexandre Takachi.

Sintect-AC. Suzy

Sintect-RO. Algum amigo do Diviza onista, presidente do sindicato de São Paulo.

Sintect-TO. Rufino.

Sincort-PA. Pelego Paulo André, presidente, sempre presente nas traições.

Sintect-MA. Maximiliano, da Articulação Sindical.

Sintect-AL. Altannes Vieira, presidente, precisa parar de falar com o Cantoara.

Sintect-ES. Novo destaque para o pelego Fischer.

Sintect-JFA. Reginaldo Bianual

Sintect-SMA. Luiz Carlos Machado é o nome do pelego.

Sintect-RPO. Em Ribeirão Preto, os trabalhadores estão parados sem o sindicato e o destacado pelego Carlos Decourt, presidente do sindicato, diz que a MNNP é uma maravilha. Só se for uma maravilha para privatizar o convênio médico.

Sintect-STS. Em Santos, o destque vai para Kiko, o presidente do sindicato.

O trairômetro está rodando…