Brasil e Alemanha: “Eles” conseguiram… e agora?

por Rui Costa Pimenta

brasil e alemanha

A derrota esmagadora da seleção brasileira aconteceu muito antes deste fatídico 8 de julho no Mineirão.

Foi preparada pela direita nacional organizada pelo imperialismo, pelos monopólios capitalistas do esporte, pela imprensa “nacional” (vendida para o capital estrangeiro) e, inclusive pela esquerda pequeno-burguesa que trabalha a serviço da direita como o Psol, o PSTU e outros grupos menores do mesmo quilate.

Acuaram os brasileiros para não torcer pelo Brasil, buscaram de todos os meios desestabilizar o time brasileiro.

A seleção foi derrotada pela política, mais precisamente pela pressão política.

Os jogadores brasileiros, todos muito jovens, provavelmente a seleção mais jovem que o Brasil já teve fez o que pode, não pode ser culpada de nada. Foi perseguida pela imprensa, caçada em campo, teve que lutar contra os juízes e todas as tramoias obscuras e não conseguiu. Tiraram da Copa o seu melhor jogador com o apoio cínico da imprensa. Desarticularam o time e a seleção verde amarela lutou como pode até o gol de honra contra a Alemanha no final do jogo. São o retrato do povo brasileiro e da classe trabalhadora da qual vieram: são grandes jogadores, lutaram muito contra tudo e contra todos e foram esmagados e humilhados.

O povo brasileiro que torceu pela seleção brasileira com todo o coração está sofrendo desta mesma humilhação.

Há os chacais, como a direita, que querem agora tirar proveito desta humilhação e desmoralização. Há os pequeno-burgueses de esquerda e de direita que vão festejar a tristeza do povo e a sua humilhação. É o seu ofício, por isso, merecem o justo desprezo do povo. O ódio é reservado à burguesia.

As apostas foram feitas. O jogo bruto de sempre, dentro e fora do campo, atropelou o Brasil, seu futebol e seu povo. Os que esperam ganhar têm que aguardar a reação real do povo a toda a operação política que conduziu o Brasil e seu futebol a um desastre ainda maior do que o de 1950 no Maracanã.

Aos jogadores e ao povo, nossa saudação.

Carta aberta do Sintect-MG aos militantes do Mope e aos trabalhadores dos Correios de Santa Catarina e de todo o Brasil

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Não ao golpe!

A direção do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais vem a público denunciar que está em marcha em Santa Catarina uma fraude grotesca do processo eleitoral para a direção do Sintect-SC patrocinada pela direção da ECT.

Como maior sindicato filiado à Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) consideramos fundamental fazer a denúncia e dar o combate para impedir que a empresa tome o sindicato das mãos dos trabalhadores de base e integrantes do MOPE, se valendo dos setores divisionistas da nossa categoria, representado pelo PSTU-Conlutas, em Santa Catarina a chapa de Oposição, chapa 2 e dos pelegos da Articulação Chapa 3.

Para enfraquecer o movimento de Oposição Nacional, que defende a unidade da categoria e mostrou sua força ao derrotar os pelegos do PT no último Congresso Nacional dos trabalhadores, a empresa conta com o apoio dos divisionistas do PSTU-Conlutas desde antes do Congresso Nacional de 2012. Naquela ocasião pregavam a impossibilidade de derrotar o PT na direção da Fentect, apoiando na prática sua permanência para justificar o rompimento com a entidade para a criação de uma federação anã, paralela, dividindo a categoria em nível nacional, o que foi levado a cabo pelo PCdoB, seus aliados em São Paulo e Rio de Janeiro, com o apoio declarado do PSTU.

Agora, nas eleições sindicais, este setor está abertamente sendo apoiado pela empresa. Foi assim em outras eleições país afora, como, por exemplo, na Paraíba, e agora acontece em Santa Catarina. Neste caso estão desconsiderando os votos de mais de 300 trabalhadores, do interior do estado, para dar a vitória para a chapa 2 numa diferença de 11 votos, sendo que dos votos efetivamente contatos uma parte maior que esta diferença foi objeto de contestação por graves infrações cometidas pela Chapa 2.

O apoio da empresa ficou evidenciado quando o PSTU, com capangas, invadiu a sede do sindicato no dia 8 de maio forçando a contagem dos votos sem que tivesse chegado os votos do interior, o que só aconteceu no dia seguinte, 9 de maio, depois da apuração parcial dos votos que dava vitória da eleição para a chapa 2 com a diferença de 11 votos.

Os votos por correspondência vindos do interior permanecem sem serem contabilizados até esta data, porque os pelegos divisionistas, apoiados pela empresa, querem dar a eleição por encerrada deixando de contar mais de 300 votos dos trabalhadores do interior do estado.

O Sintect-MG manifesta total apoio aos trabalhadores de Santa Catarina e chama todos os membros do Mope,  todos os sindicalistas combativos do país, e a Fentect a apoiarmos a Chapa 1 a reagirmos contra a tentativa da empresa de tomar o sindicato enfraquecendo a luta nacional da categoria e da nossa Federação Nacional.

Não à fraude!

Fora os sindicalistas a serviço da direção da ECT!

Fora os que querem destruir o movimento nacional da categoria!

Por uma direção classista, de luta e de base em todos os sindicatos, sem rabo preso com o patrão!

 

Belo Horizonte, 16 de maio de 2014

Robson Silva

Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais – Sintect-MG

Carta Aberta aos militantes do Mope e aos trabalhadores dos Correios

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O PSTU-Conlutas, a serviço da Empresa, tenta tomar o Sintect-SC por meio de um golpe contra a diretoria classista

A Corrente Nacional Ecetistas em Luta vem a público denunciar o desenvolvimento dos acontecimentos no Sintect-SC (Sindicato dos Trabalhadores Ecetistas de Santa Catarina).

A Empresa tentou tomar o Sindicato no tapetão se valendo dos serviços dos pelegos divisionistas do PSTU-Conlutas (representado em nossa categoria pelos divisionistas da “federação anã”). As chapas 2 e 3 atuaram de maneira mancomunada. A Chapa 3 foi lançada com o objetivo exclusivo de confundir os trabalhadores e dividir os votos da Chapa 1, e facilitar a polarização com os “novos” pelegos da Chapa 2, dirigida pelo PSTU.

Foram ignorados aproximadamente 300 votos enviados por correspondência. A urna 7A não foi impugnada apesar de ter sido colocado em ata problemas graves na votação do CDD Velha, onde um dos mesários fez campanha, durante o processo de votação, colocando o material de campanha junto com o material da eleição.

Desde o inicio das eleições, a Chapa 2 queria excluir os votos dos trabalhadores do interior do Estado de Santa Catarina, chegando a acionar o Ministério Público de SC com esse objetivo.

No dia 8 de maio, o PSTU invadiu o Sindicato com mais de cinquenta pessoas. Da invasão, participaram sindicalistas fura-greves dos Correios, como os conhecidos pelegos Geraldinho e Barbosa, aliados do PCdoB-Findect em S. Paulo. O PSTU exigiu que a contagem dos votos das eleições fosse feita imediatamente, sem esperar os votos do interior, que contabilizam mais de 15% dos eleitores da base da categoria. Misteriosamente, os votos que deveriam estar na Agência dos Correios até o dia 08 de maio, começaram a chegar em grande quantidade no dia 09 de maio, depois da apuração parcial feita pela comissão eleitoral apenas com os votos colhidos por urna, o que levou a que muitos dos trabalhadores do interior exigissem da Comissão Eleitoral que seu voto fosse contabilizado nas eleições gerais.

Os votos por correspondência estão armazenados na agência dos Correios, e devem ser contabilizados juntos com os demais votos apurados, para assim determinar a chapa vencedora. A não contabilização destes votos constitui uma completa fraude da eleição e, junto com outras irregularidades, faz pender a votação para uma chapa que não teria a menor possibilidade de vencer a eleição que é a chapa da federação anã/Conlutas/PSTU apoiada pela empresa.

Os ataques contra o Sintect-SC fazem parte de uma campanha geral da Empresa contra a ala classista da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) com o objetivo de destruir o movimento nacional. Não por acaso, os principais dirigentes do PSTU são aliados dos pelegos de S. Paulo que estão abertamente a serviço da ECT. Uma campanha que tem como objetivo desarmar os trabalhadores na resistência à política de privatizar os Correios.

A Corrente Nacional Ecetistas em Luta chama os membros do Mope (Movimento de Oposição ao Peleguismo) e todos os sindicalistas de luta a apoiarmos a Chapa 1 e a não deixarmos o Sindicato cair nas mãos dos preteridos pela direção da ECT, que querem dividir a categoria e enfraquecer o Sindicato, ajudando o PSTU formar uma federação anã para dividir a categoria a serviço da empresa.

 

Não à fraude!

Fora os sindicalistas a serviço da direção da ECT!

Fora os que querem destruir o movimento nacional da categoria!

Por uma direção classista, de luta e de base em todos os sindicatos, sem rabo preso com o patrão!

 

São Paulo, 14 de maio de 2014

 

Coordenação Nacional da Corrente Ecetistas em Luta

(Corrente Sindical Nacional Causa Operária)

 

 

Adcap publica nota contra o Postal Saúde

A associação dos administradores postais afirma que o Postal Saúde é privatização e declara apoio à greve da Fentect
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Até mesmo a Adcap (Associação dos Profissionais dos Correios) está atacando o Postal Saúde. A opinião da Adcap mostra o que realmente está por trás do Postal Saúde, já que essa associação é constituída por funcionários administrativos e chefes, que conhecem de perto o funcionamento da direção da ECT.

Leia a nota:

Prezado Associado,

Desde que o Postal Saúde foi criado, em assembleia feita às escondidas e às pressas por compadres e companheiros, a ADCAP vem denunciando mais este golpe da administração da ECT contra os empregados, contra os Correios e contra o erário público. Além das denúncias em cartas, notas e reuniões feitas com os “representantes” do Postal Saúde, fizemos denuncias nos órgãos competentes e ações na justiça.

Por isso, expressamos a nossa satisfação ao ver que a Fentect aderiu à nossa causa, que é a causa de todos os trabalhadores(as) que fazem verdadeiramente os Correios. No jornal da Fentect são validadas todas as observações feitas pela ADCAP.

Faltou apenas destacar quem são e de onde vieram os ocupantes das maiores funções e a grande estrutura montada para servir de desnecessário e dispendioso cabide de emprego para petistas e para os parentes dos aderentes. Inclusive na possibilidade de desvio de recursos para benefício próprio ou formação de caixa dois de campanhas políticas, uma vez que o Postal Saúde, na forma como foi concebido estatutariamente, foge dos critérios legais como os previstos na Lei 8666/93. Também eles poderão contratar qualquer pessoa sem a necessidade de concurso público, exigência legal para quem quer trabalhar nos Correios. Em outras palavras: TRATA-SE DA REAL PRIVATIZAÇÃO DO CORREIOS SAÚDE.

Assim, a orientação da ADCAP para os associados é a de que, se puderem, participem da greve, apoiem e divulguem.

O Correios Saúde é uma conquista! Mantê-lo e lutar pela sua preservação é obrigação de cada um.

Atenciosamente,

Diretoria Executiva da ADCAP Nacional.

 

Entrevista com Anaí Caproni: “A greve é imperiosa para garantir um atendimento importantíssimo para o trabalhador e sua família”

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Leia aqui a entrevista publicada no jornal Causa Operária com a companheira Anaí Caproni, que foi secretária geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) na última campanha salarial dos trabalhadores dos correios e ela vai falar sobre a greve nacional dos correios contra o Postal Saúde

Causa Operária: Qual a situação que levou à mais uma greve nacional da categoria dos Correios?

Anaí Caproni: A pauta de reivindicação nessa greve é a manutenção do atual convênio médico dos trabalhadores. A empresa, em uma atitude totalmente ilegal, entrou com uma série de modificações no atual convênio médico que vão trazer muitos prejuízos aos trabalhadores. Cobrança de mensalidades, restrição ao atendimento médico da categoria, restrição a que os trabalhadores tenham dependentes familiares no convênio.

É uma mudança de fundo que visa a privatização do convênio médico. Ele é uma grande conquista dos trabalhadores, houve greves em diversos anos para que o convênio não fosse cortado, uma vez que o salário dos trabalhadores é muito baixo e o trabalhador não tem condição de pagar assistência médica privada. Ou seja, a manutenção do convênio médio nas condições que ele funciona atualmente é um complemento importante na renda da categoria.

Também é preciso chamar a atenção que todos os trabalhadores têm problemas de saúde muito graves. 90% da categoria tem problema de saúde, porque as condições de trabalho são muito ruins, com excesso de peso, jornada de trabalho muito grande, condições muito ruins.

Então o convênio médico não é algo secundário, pelo contrário, é essencial dentro das reivindicações gerais da categoria. Há pelo menos dois anos a manutenção do convênio médico é uma parte fundamental das campanhas salariais. Não por acaso, a empresa anunciou as mudanças no convênio médico agora em janeiro, para evitar que houvesse uma mobilização durante a campanha salarial.

CO: A Fentect move uma ação contra o Postal Saúde, porque e como está desse processo?

Anaí: É uma ação que visa, preventivamente, impedir que qualquer mudança fosse feita. A ação foi impetrada no ano passado e o que acontece é que já foram marcadas três audiências para o julgamento da ação, mas o judiciário simplesmente adia. Afirma que não pode tomar decisões definitivas sobre o assunto e adia o julgamento. Todo mundo sabe que se valesse a justiça, se valessem as leis que são públicas, o judiciário teria que tomar a decisão de condenar qualquer mudança da empresa de forma unilateral em relação ao convênio médico.

O problema é que, todo mundo sabe, quando a lei está do lado do trabalhador, ela não é aplicada. Neste caso, já é o terceiro adiamento da audiência e agora a justiça postergou para abril. Enquanto isso, a empresa anunciou em janeiro que os trabalhadores poderiam já retirar o cartão que modifica o atual convênio médico para o Postal Saúde. Este Postal Saúde é uma empresa criada de forma privada, não é controlada pelos funcionários, não é uma entidade nos moldes do convênio médico atual e que visa fazer essa série de modificações a que me referi anteriormente.

CO: O que a privatização ou a implementação do Postal Saúde representa para a categoria?

Anaí: É um prejuízo muito grande. Como em toda privatização, os serviços pioram, os trabalhadores têm que pagar mais e no caso da saúde, é um tipo de problema que não se pode postergar. Atualmente no Brasil, as contas de celulares são caríssimas, então o trabalhador geralmente decide não comprar crédito durante alguns dias, no final do mês, etc. Agora, no quesito saúde, o trabalhador não pode ficar postergando.

A greve, então, é imperiosa para garantir um atendimento importantíssimo para o trabalhador e sua família que não tem como postergar. Nós temos que brigar e manter essa conquista fundamental da categoria como um todo.

CO: Qual o papel da burocracia sindical nessa campanha?

Anaí: Os sindicatos pelegos decidiram não sair em greve. Os sindicatos dirigidos pela Articulação do PT, decidiram em sua maioria apoiar a decisão da empresa. Os sindicatos ligados ao PCdoB, não só decidiram apoiar, como estão orientando os trabalhadores a não entrarem em greve, retirarem o cartão do Postal Saúde e aceitar a troca do convênio médico atual.

É uma traição imensa e a categoria, com a greve, está mostrando em nível nacional, como estas lideranças sindicais estão totalmente na contramão dos interesses dos trabalhadores. Uma parcela da Articulação se pronuncia claramente contra a greve e outra parcela tenta não se colocar publicamente.

O sindicato do Distrito Federal, por exemplo, tem eleição esse ano, então eles não tiraram nenhum pronunciamento público em favor do Postal Saúde, mas estão contra a greve. Outras diretorias sindicais estão cuidando da própria vida neste período. Não há envolvimento nenhum na greve e alegam que tem outras coisas que eles estão tratando, no momento em que qualquer diretoria sindical minimamente comprometida com os trabalhadores se joga de cabeça na mobilização, reúne todas as forças necessárias para ampliar a greve e a mobilização para fazer valer o interesse dos trabalhadores.

Já há uma repulsa nacional contra estas lideranças que não estão organizando as bases para a greve, que decidiram não parar os seus estados. Isso vai se refletir em uma renovação ainda maior e em uma radicalização grande dos trabalhadores dentro dos Correios. Nós já prevíamos isso que vem acontecendo, uma renovação dentro dos sindicatos, afastando aquelas lideranças sindicais que, ou estão totalmente contra a greve ou, para não se expor muito, não se declararam contra, as que efetivamente não estão fazendo nada em prol da greve.

CO: Quais as perspectivas de luta da categoria?

Anaí: Este ano é importante, já começou com assim, a categoria está em pé de guerra, porque todo mundo tá vendo nos jornais o aumento da inflação, os problemas econômicos que estão atingindo diretamente os trabalhadores menos favorecidos, o que é o caso da categoria do Correios. Nós já passamos por um número de eleições sindicais importantes na categoria e se vê que as lideranças sindicais que se colocaram do lado do bloco da Articulação, PCdoB, grupos ligados à empresa, estão se colocando nas eleições totalmente na defensiva, usando todo tipo de manobra, de aparelho claramente contra o trabalhador para conseguir minimamente se colocar no processo eleitoral.

Nós estamos esperando e nós já estamos vendo isso que está se fortalecendo toda uma ala combativa, de luta e que tem uma perspectiva de centralização destas lutas. Quer dizer, não é só uma luta para ganhar o aparelho e ficar entocado, mas se trata de realmente fortalecer o movimento nacional de oposição, com um programa, uma perspectiva anti-burocrática e de se sustentar efetivamente no movimento de base e vai renovar o movimento geral da categoria dos correios, tirando a burocracia sindical velha, carcomida e conservadora, pró-empresa.