Greve nacional dos Correios dia 17 de março:  Contra a privatização e em defesa do emprego!

Contra os ataques da empresa aos direitos dos trabalhadores

Depois de uma campanha salarial em que os trabalhadores amargaram um “reajuste zero”, a Plenária Nacional da Fentect deliberou pela greve nacional no próximo dia 17 de março. A direção da ECT está colocando em prática o sucateamento geral das condições de trabalho para privatizar a empresa.

Nos setores de trabalho, é cada vez mais insuportável o excesso de serviço. Falta funcionários, materiais de trabalho em praticamente todas as unidades de trabalho para atendentes, carteiros e OTTs (Operadores de Triagem e Transbordo). Nos CDDs, a empresa está colocando em prática o DDA que está aumetando o percurso dos carteiros.

Aproveitando o caos que ela mesma criou, a direção da empresa, com a ajuda da burocracia sindical traidora (PT-PCdoB-PSTU), abriu a contratação de MOTs por concurso público. Essa medida visa a destruir de vez a categoria, terceirizando e acabando com os direitos conquistados pelos trabalhadores. Enquanto lota os setores de terceirizados, a empresa quer demitir trabalhadores através do PDI (Plano de Demissões Incentivadas).

No final do ano passado, foi lançada pela direção dos Correios a empresa subsidiária CorreiosPAR, que vai permitir que a empresa crie e participe de empresa privadas. Na prática, o Correios PAR é a privatização da ECT pois vai permitir que o dinheiro público seja usado para enriquecer os capitalistas. Os trabalhadores precisam sair às ruas contra essa tentativa entregar o patrimônio nacional nas mãos dos banqueiros parasitas.

Na mesma política de privatização, a direção dos Correios também destruiu e privatizou o plano de saúde da categoria. Acabaram com o Correios saúde e criaram a Caixa de Assistência Postal Saúde, adequando todo o serviço médico dos trabalhadores aos moldes dos Convênios Médicos privados que exploram uma necessidade vital que é a saúde dos trabalhadores e suas famílias. O ataque ao plano de saúde da categoria é um ataque a um dos principais direitos conquistados em anos de luta dos trabalhadores. Como era de se esperar, a implantação da Postal Saúde está resultando na piora considerável dos serviços médicos com descredenciamento de hospitais e clínicas e cobrança de taxas.

Além de todo esse quadro alarmante, os trabalhadores participantes do Postalis ainda são obrigados a sustentar o rombo do fundo de pensão da categoria provocado pos esses mesmos capitalistas. O dinheiro que o trabalhador investiu por anos está sendo jogado nos bolsos dos banqueiros. Já são 4 bilhões de reais de rombo!

Com medo da mobilização da categoria, a direção da empresa lançou mão de uma política ditatorial. Descontou abusivamente os salários dos grevistas para tentar intimidar os trabalhadores. Essa medida revela a ditadura que a empresa está colocando em prática para garantir os interesses dos capitalistas que querem privatizar os Correios.

Não há mais tempo para esperar. É preciso mobilização. A direção da empresa já sinalizou, como sempre de maneira cínica, que nesse ano não haverá lucro. Isso significa que novamente não vão querer pagar a PLR da categoria e novamente não vão querer reajustar os os salários.

Lutar contra o golpe da direita: Trabalhadores dos Correios: nas ruas dia 13 de março

Contra a privatização, pela reestatização da Petrobras, o fim das demissões e pelo controle operário da produção

No dia 13 de junho, movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais estão convocando grandes atos nas principais cidades brasileiras para lutar contra o golpe que a direita nacional e os grandes capitalistas estrangeiros estão preparando contra a classe operária.

A categoria dos Correios está sofrendo esses ataques que os banqueiros querem aprofundar ainda mais contra as condições de vida dos trabalhadores. O governo pelego e covarde do PT está privatizando os Correios através de uma série de medidas, obedecendo os anseios desses banqueiros. Mesmo assim, esses capitalistas estrangeiros não estão satisfeitos. Eles querem destruir completamente os Correios e toda empresa pública e acabar com a economia nacional.

Por isso, setores da extrema direita, de partidos de direita como o PSDB e a imprensa vendida como a revista Veja e a Rede Globo estão fazendo uma campanha contra o governo petista. Os trabalhadores dos Correios, mais do que ninguém, sabem como o governo do PT tem sido prejudicial para a categoria. Mas o que está em jogo com a campanha articulada pelos capitalistas pedindo o impeachment de Dilma é um ataque ainda mais brutal e profundo às condições de vida de toda a população. Para isso, precisam atacar os sindicatos e todas as organizações dos trabalhadores.

Se hoje o PT privatiza os Correios a conta gotas, um golpe como quer a direita será colocado em prática para entregar todo o correio nas mãos dos capitalistas a preço de banana.

Por isso, os trabalhadores dos Correios precisam se juntar às demais categorias de trabalhadores, como é o caso dos professores, que em São Paulo devem iniciar uma grande greve contra o governo tucano de Geraldo Alckmin nesse dia 13. Sair às ruas contra o golpe, defendendo um programa próprio dos trabalhadores. A greve nacional da categoria ecetista prevista para o dia 17 deve juntar forças aos professores de São Paulo, Paraná e demais trabalhadores.

Todos às ruas dia 13, contra a privatização dos Correios, pela estatização da Petrobras, contra as demissões, contra o arrocho salarial e os “ajustes”, pelo controle das empresas pelos trabalhadores.

Contra a privatização, greve nacional dia 17!

Os trabalhadores estão preparando a luta por melhores condições de trabalho e salário, contra a terceirização e pela volta do Convênio médico da categoria

Os Correios lançaram mão, no final do ano passado, de mais um projeto para privatizar a empresa. Depois de ter destruído e privatizado o Plano de Saúde da categoria, a direção da empresa criou a CorreiosPAR, uma empresa subsidiária que vai possibilitar que o capital privado seja usado para serviços da empresa. Querem fazer como foi feito na Petrobras, “fatiando” os serviços mais lucrativos em e entregando para outras empresas subsidiárias.

O aumento da terceirização é outra consequência dessa política. Não é à toa que outro ataque da direção da empresa é justamente a contratação de Mão de Obra Temporária (MOT) através de concurso público. O presidente da ECT, Wagner Pinheiro, anunciou abertura desse concurso. Se isso se proliferar, como quer a empresa, vai significar o fim da categoria.

Os trabalhadores temporários não têm os mesmos direitos que os demais funcionários, a começar pelo próprio tempo de trabalho. A contratação de MOT abre caminho para destruir totalmente os direitos conquistados pela categoria, como vale refeição, convênio médico (que já está sendo privatizado) e outros benefícios.

A direção da empresa está preparando a privatização e para isso está promovendo uma série de ataques aos trabalhadores. Na campanha salarial, com a ajuda dos sindicalistas traidores do PT, PCdoB e PSTU, a empresa conseguiu impor um acordo de reajuste zero. No final do ano, também conseguiu colocar em prática o golpe da PLR trianual. Agora, a direção da empresa já ventila que os Correios não terão lucro esse ano, o que significa que não haverá PLR e que fará de tudo para novamente evitar um aumento salarial da categoria.

Foi justamente diante de todas essas questões, que a plenária nacional da Fentect decidiu pela greve nacional para o próximo dia 17 de março.

É preciso sair às ruas exigindo o fim da privatização, o retorno do Convênio Médico dos trabalhadores, melhores condições de trabalho, contratação de funcionários por tempo indeterminado. Motivos não faltam para que o trabalhador de todo o País pare tudo no dia 17.

Como retaliação à greve, ECT promove descontos abusivos nos salários

Para tentar intimidar os trabalhadores, a direção da empresa descontou o salário dos grevistas de maneira completamente arbitrária

A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) deliberou em Plenária Nacional que a categoria vai realizar uma greve por tempo indeterminado no próximo dia 17 de março. Com medo da mobilização, a direção da empresa tratou logo de mostrar que está disposta a qualquer coisa contra o direito de greve da categoria.

Quando os trabalhadores viram o contracheque de fevereiro ficaram abismados. A empresa descontou os salários de todos que participaram das últimas greves, sem nenhuma explicação. Os chefes foram orientados a dizer para os trabalhadores que os descontos eram decorrentes do não pagamento de horas de greve que se acumularam. Mas a empresa sequer explicou que horas são essas, quanto foi pago, nada disso. Apenas descontou o salário do trabalhador de maneira completamente arbitrária e abusiva. Até mesmo alguns trabalhadores que nem mesmo participaram das últimas greves tiveram descontos.

Alguns companheiros chegaram a ter R$ 1.000,00 de desconto, recebendo o contracheque quase zerado. Essa situação é um abuso da empresa, inclusive legalmente falando, o patrão não pode tirar o salário do trabalhador a ponto de deixar a ele e a sua família sem as mínimas condições de sobrevivência.

Essa é a política da direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) para intimidar os trabalhadores. Para garantir os interesses dos banqueiros e capitalistas que a todo o custo querem privatizar os Correios, a direção petista da empresa ataca inclusive o direito de greve e de organização da categoria.

São esses interesses que estão por trás de todos os ataques aos trabalhadores promovidos pela direção da ECT. O PT segue a política dos banqueiros e da direita para privatizar os Correios e para isso precisa atacar brutalmente os trabalhadores.

Mesmo diante dessa ofensiva, os trabalhadores dos Correios não se intimidam e preparam sua greve nacional em defesa do Correios público, contra a privatização, contra a terceirização, pela volta do convênio médico da categoria.

Nossa posição diante do golpe da eleição do Postalis

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A Corrente Nacional Ecetistas em Luta, publicou Nota Oficial defendendo o boicote à farsa das eleições para o Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal do Fundo de Pensão dos Trabalhadores dos Correios, o Postalis, que se encerra no próximo dia 3 de março. A Nota foi publicada nas redes sociais  e na edição nacional do boletim Ecetistas em Luta (nº 442) que está sendo amplamente distribuído em todo o País, pelos dirigentes sindicais e militantes da Corrente.

No último dia 23, o companheiro Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, secretário geral do Sintect-MG, divulgou, em Minas Gerais, um breve comunicado pessoal e individual, que foi publicado, com a sua assinatura, no Boletim Carta Aberta (que veicula informes de atividades do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais), anunciando sua posição de “apoiar e pedir apoio aos companheiros Sergio Bleasby …. e Claudiney” nas referidas eleições.

Em primeiro lugar, esclarecemos que o companheiro Pedro Paulo – que por anos militou em nossas fileiras – está, há mais de um ano, afastado da militância orgânica do partido e da Corrente Sindical Ecetistas em Luta, embora se mantenha ligado ao Partido e à corrente.

Nesse sentido, reiteramos – o que ele mesmo escreveu: que o companheiro assume esta posição em caráter pessoal, não sendo esta a posição do PCO, da Corrente Ecetistas em Luta ou do Sintect-MG.

Esclarecemos que nossa posição a respeito das eleições, totalmente em consonância com a política classista e revolucionária, que defendemos há décadas na categoria dos Correios e em todo o movimento operário, tem como base, principalmente, os seguintes fatos:

* A disputa que envolve mais de 30 candidatos para cargos nos Conselhos do Postalis tem um único objetivo que nada tem a ver com os interesses dos trabalhadores: garantir aos eleitos – com base em esquemas eleitorais de chefias e sindicalistas pelegos toda uma sorte de privilégios, muito superiores aos miseráveis salários e aposentadorias recebidos pelos ecetistas, a começar pelos mais de R$ 4 mil de jetons por reunião que os conselheiros participem, que podem assegurar ganhos extras de mais de R$ 10 mil em um único mês, além de outras mamatas como elevados gastos com hospedagens, transporte etc. os quais são parte de um esquema de corrupção dos representantes dos trabalhadores, o qual – apenas nos últimos 12 anos – consumou um verdadeiro balcão de compra e venda de sindicalistas e seus apadrinhados, com mais de 700 ex-sindicalistas sendo comprados com cargos de chefia, direção, supervisão, conselhos etc. às custa de uma profunda traição dos trabalhadores;

* No Postalis, os conselheiros foram corrompidos pela direção da ECT com jetons, diárias e mordomias a fim de que colaborassem com a dilapidação desse Fundo de Pensão que é o maior do Pais, em número de participantes, com enormes prejuízos para os seus associados. Uma política que se repete desde a sua criação em 1981, como na famigerada era FHC quando recurso dos Postalis e outros fundos de empresas estatais foram usados para viabilizar a política de entregas de empresas estatais para os tubarões capitalistas, pro meio das privatizações, os quais atuam hoje – junto com toda a direita golpista – para privatizar a ECT;

* O próprio processo eleitoral dos Conselhos do Postalis, não é mais que uma farsa, desde o processo de inscrição – organizado e controlado pela direção da ECT e do Fundo, com o impedimento de que cerca de 90% dos trabalhadores e contribuintes do Fundo se candidatem, ao estabelecer que só possam se inscrever candidatos com formação superior (pouco mais de 20% da categoria) e com experiência administrativa; repetindo de forma piorada o processo eleitoral do Estado capitalista. No Postalis, o peão só tem direito de entrar com o dinheiro para sustentar as mordomias e a corrupção e o seu voto; o controle do Fundo fica totalmente nas mãos dos marajás, que servem como cordeiros aos interesses dos piores inimigos da categoria ecetista;

O processo de votação (com quase um mês de duração) é totalmente controlado pela direção da ECT, que coloca chefes e dirigentes para atuarem abertamente em favor dos seus “escolhidos”,  e os votos coletados através da internet, em um sistema que nenhum trabalhador e nenhum candidato que não integre a máfia vinculada à empresa tem o menor controle, assegurando 100% de possibilidade de fraudes e manipulações;

*Nenhum dos candidatos representa o interesse dos trabalhadores ou uma posição classista, sendo todos representantes seja da burocracia sindical pelega, seja das chefias intermediárias dos correios. Nesse sentido, o PCO e a Corrente Ecetistas em Luta não se responsabilizam diante dos trabalhadores por nenhum desses candidatos.

Buscando iludir uma parcela dos trabalhadores e até dos seus representantes sindicais que ainda não se vincularam à esse esquema de corrupção, muitos sindicalistas – entre outros funcionários mais graduados – são usados neste esquema, participando das eleições fazendo campanha e até mesmo procurando se apresentar como candidatos defensores dos interesses dos trabalhadores (sem – é claro – abrirem mão dos jetons de mais de R$ 3 mil e outros vantagens). Como toda a categoria sabe, são elementos que quase sempre não representam qualquer perigo para os interesses dos patrões e que atuam – sistematicamente – contra a verdadeira luta da categoria, travada nas greves e mobilizações dos ecetistas.

Participar desse processo eleitoral, apoiando candidatos que disputam integrar o esquema montado pela empresa, é nada mais nada menos do que endossar essa fraude, porque nem de longe as eleições no Postalis são livres ou tem qualquer controle dos trabalhadores ecetistas.

Vender a ilusão de que os interesses dos trabalhadores possa ser defendido dessa forma, significa ocultar dos trabalhadores que nessas “eleições” não está em jogo o comando dos Postalis, uma vez que o governo federal e a direção dos Correios indicam toda a direção do Instituto, cabendo aos votantes escolherem apenas metade do conselho deliberativo e Conselho Fiscal, sendo que mesmos estes conselhos são presididos por indicação da ECT.

Nossa trajetória na categoria esta solidamente ligada à denúncia de toda essa operação fraudulenta e à defesa em todos os momentos, dos interesses dos trabalhadores, contra os interesses dos patrões, ou seja, à defesa dos interesses de classe, irreconciliáveis dos explorados contra os dos exploradores, em cada trincheira da luta, falando sempre a verdade aos ecetistas, doa a quem doer.

Nessa eleição,  como em outras dos Postalis, não há candidato que represente os trabalhadores e defendam seus interesses e que denunciem a farsa.

Repetimos o que foi assinalado na Nota da Corrente Nacional Ecetistas em Luta: “participar dessas eleições, nas condições em que se realizam, é colaborar com a empresa para enganar a esmagadora maioria dos trabalhadores”.

Reafirmamos nosso chamado aos trabalhadores para que boicotem as eleições do Postalis, que denunciemos juntos a fraude e que lutemos pelos interesses dos ecetistas contra os abutres capitalistas em defesa de que os trabalhadores controlem o Postalis através de eleições democráticas, organizadas pelos próprios trabalhadores.

São Paulo, 23 de março de 2015

Edson Dorta (diretor da Fentect), Robson Silva (presidente do Sintect-MG), Henrique Áreas (diretor da Fentect), Anaí Caproni (diretora da Fentect) pela Coordenação Nacional de Ecetistas em Luta

Antônio Carlos Silva, pela direção nacional do PCO e coordenação  da Corrente Sindical Nacional Causa Operária

Boletim Ecetistas em Luta Nacional – 23/02/2014

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Leia, imprima e distribua o Boletim Ecetistas em Luta desta semana. Com a defesa da greve geral no dia 17 de março e a campanha pelo boicote às eleições do Postalis