Pelegos do PT: além de rebaixar a pauta, também são fura-greves

Membros do PT estão fazendo greve com liberação sindical

emerson

Na segunda-feira, dia 30, reuniu o Comando Amplo de Negociação e Mobilização da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios). A reunião discutiu a convocação do ato nacional em Brasília, para pressionar a empresa e o TST (Tribunal Superior do Trabalho). Essa foi a primeira reunião depois da tentativa de golpe da Articulação Sindical/PT e o PSTU/Conlutas que na semana passada aprovaram o rebaixamento da pauta aproveitando que a maior parte do comando estava fora de Brasília mobilizando os trabalhadores na base dos estados.

Por consenso aprovou-se a realização do ato nacional na próxima quinta-feira, dia 3, com caravanas de vários estados, para ficar em Brasília até que o julgamento da greve no TST, ainda não marcado. Mas foi só convocar o ato que a empresa se movimentou e o TST resolveu marcar a data do julgamento do dissídio. Então, em reunião do Comando Nacional foi decidido adiar o ATO que será no dia do julgamento,dia 8 de outubro, a partir das 7h da manhã em Brasília.

Os membros do MOPe (Movimento de Oposição ao Peleguismo) denunciaram a tentativa de golpe e de rebaixar a nossa pauta.

A empresa, como era de se esperar, não levou em consideração a subserviência desses sindicalistas pelegos e mesmo com o rebaixamento, não chamou o comando para negociar. E mais, enviou uma resposta à Fentect, dizendo que vai esperar o julgamento, ou seja, de nada adiantou toda a intriga para criar uma “contraproposta”.

Fura-greves

Na reunião foi aprovado que todos os diretores da Fentect e membros do Comando de Negociação terão que apresentar publicamente se estão liberados ou não.

A discussão foi levantada principalmente depois que foi revelado que o membro da Articulação Sindical/PT, diretor da Fentect pelo Rio de Janeiro, Emerson “Pato Roco” estava furando a greve, já que continua com liberação sindical durante a greve nacional.

É inadmissível que um dirigente sindical esteja com privilégios diante dos trabalhadores. A liberação sindical é um direito dos trabalhadores, não um privilégio de sindicalistas parasitas que usam o movimento sindical para benefício próprio enquanto os trabalhadores estão lutando e correndo todos os riscos da greve.

Se está pelegando, não tem direito de fazer parte do comando de negociação que  está deliberando sobre a greve. E mais, contribuir para as artimanhas da pelega do Sintect-DF contra a Fentect e a greve dos trabalhadores.

A discussão sobre as liberações sindicais trouxe à tona que outros membros do Comando e sindicalistas podem estar “fazendo a greve” com liberação sindical, ou seja, furando a greve.

A própria representante do Espírito Santo, Maria da Penha, disse que está de férias e que outros diretores do Sintect-ES continuam liberados mesmo com a deflagração da greve. Tudo isso é um escândalo!

A deliberação do comando de apresentar publicamente todos os sindicalistas liberados ou não está correta. Não dá para aceitar que sindicalistas que deveriam organizar e estar à frente da luta usem o movimento sindical para benefício próprio.

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