Depois do fracasso: Onde estão os defensores do rebaixamento de pauta?

A empresa negou a “contraproposta”. É necessário esclarecer os trabalhadores sobre o verdadeiro caráter dessa política

prêmio maior pelego governista da campanha salarial 2013

Na última semana, a Campanha Salarial dos Trabalhadores dos Correios esteve agitada. Por um lado, os setores de luta realizavam piquetes e fechavam setores operacionais importantes para o fluxo postal do país; faziam assembleias e organizavam a oposição aos divisionistas (São Paulo e Rio de Janeiro), preocupados em ampliar e fortalecer a greve. Por outro lado, setores entreguistas elaboravam a manobra malfadada do rebaixamento da pauta de reivindicações para apresentar à direção da empresa e ao ministro do Tribunal Superior do Trabalho, como uma demonstração de “boa vontade” para negociar.

Cada um de seu lado, as duas políticas foram realizadas. Os piquetes e a luta contra os ataques da empresa, que no Rio e em São Paulo chegam ao ponto de enviar telegramas para os trabalhadores em greve com ameaça de corte de ponto e até demissão. Por outro, a tentativa de entregar a Campanha Salarial dos trabalhadores abrindo mão de suas reivindicações se igualando aos traidores das direções sindicais da Findect.

Essa manobra foi feita através da aliança entre PT e PSTU/Conlutas. Eles rebaixaram a pauta até aproxima-la ao máximo daquela aprovada pelos sindicatos divisionistas (São Paulo e Rio de Janeiro) e rejeitada pelos trabalhadores de 8%, com aumento real de pouco mais de 1%.

No dia 1° de outubro a empresa respondeu à contraproposta. Em suma ela não deu a mínima para o esforço dos sindicatos que criaram tanta confusão rebaixando a pauta. Disse que vai esperar o julgamento. Ou seja, não adiantou nada. Não surtiu nenhum efeito.

Passada a agitação inicial, fica a pergunta, onde estão os defensores do rebaixamento da pauta? Qual explicação para o completo fracasso, mais uma vez dessa política? Nenhuma. Os articuladores da proposta, especialmente a presidenta do Sindicato de Brasília, Amanda “marmitex” (PT) e do Sindicato de Pernambuco, Halisson Tenório (Conlutas), no máximo se limitaram a dizer: “olha o tamanho da intransigência da ECT”. Mas precisava desmoralizar e confundir os trabalhadores para tomar consciência disso?

Por outro lado, os que estavam fazendo piquete divulgaram no dia 1° um ato nacional, com acampamento em frente ao Ed. Sede da empresa. Resultado: no dia seguinte o Tribunal Superior do Trabalho marcou a data do julgamento do dissídio coletivo. O ato marcado para o 3 foi então remarcado para o dia 8, data do julgamento.

Os patrões só entendem a linguagem da luta. Não existe palavra mágica que convença capitalista a abrir mão dos seus lucros para pagar o que deve aos trabalhadores. É por isso que os trabalhadores se organizam em sindicatos e realizam greves. No caso dos Correios, inclusive, a experiência está mostrando que é preciso ir ainda mais além. As greves precisam dar um salto. É necessário ações mais radicalizadas, como os piquetes nos setores operacionais realizados em Minas Gerais, ou Mato Grosso. Ou a ocupação da empresa como acertamente feito no ato do dia 30 de agosto em Brasília.

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