Leilão do Pré-Sal: A entrega criminosa do nosso patrimônio

O governo garantiu a entrega do mega-campo Libra a ferro e fogo, da mesma maneira que pretende atacar o convênio médico e arrochar os salários, em benefício dos grandes capitalistas

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O governo Dilma, do PT, cometeu mais um enorme crime contra o povo brasileiro, a serviço dos interesses das grandes empresas imperialistas, dos grandes monopólios que controlam o petróleo em todo mundo, entregando por meio do leilão de privatização do Campo de Libra uma imensa riqueza, uma riqueza do povo brasileiro, que tem que ser colocada a serviço da população.

O governo através do leilão transferiu essa riqueza para os mesmos parasitas que sobrevivem do repasses de recursos públicos. Hoje, o investimento privado sumiu do mapa e o governo federal destina 47% do orçamento federal ao pagamento da ultra-parasitária dívida pública federal. Mesmo assim, dada a decadência do capitalismo, os lucros das grandes empresas continuam caindo. Por isso, esses especuladores que controlam os principais órgãos do governo avançam sobre as condições de vida da população, querem tirar o Convênio Médico dos trabalhadores dos Correios e dão aumentos que estão longe de atender o aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade, os que a população mais pobre consome.

As reservas estimas do mega-campo Libra podem superar os 12 bilhões de barris, o que representaria uma receita de quase US$ 1,5 trilhões. O valor para ao governo de absurdos e criminosos US$ 15 bilhões, dos quais US$ 6 bilhões foram pagos pela Petrobras, e que serão destinados a cobrir os pagamentos da ultra-parasitária dívida pública, que o governo tenta garantir a qualquer custo.

Um aparato de guerra para entregar o nosso petróleo

O governo colocou as tropas federais, a Força Nacional de Segurança e até o Exército, que sitiaram a praia da Barra e reprimiram o direito de manifestação da juventude e dos trabalhadores que protestaram contra esse criminoso leilão, mostrando que o governo está a serviço dos grandes capitalistas. Até mesmo a marinha, bombeiros foram chamados para apoiar esse crime contra o povo.

Os manifestantes também mostraram a falta de iniciativa e a covardia das principais direções do movimento operário brasileiro que se recusaram, mais uma vez, a mobilizar a população para evitar essa canalhice. O repúdio do povo brasileiro contra a entrega do petróleo, contra essa escandaloso privatização, é enorme, mas a maioria das direções sindicais, a central sindical, a CUT, as organizações populares, os partidos de esquerda em geral, se recusaram a realizar uma verdadeira mobilização, que acabou sendo pequena, mas que expressou a revolta dos trabalhadores e da juventude, apesar de não ter sido capaz de enfrentar as forças repressivas. Foi muito parecido com a que aconteceu no governo FHC, quando haviam protestos contra a também criminosa entrega do nosso patrimônio aos capitalistas, mas cujo objetivo não era enfrentar e derrotar os leilões, ou as privatizações, mas marcar presença de mentirinha, apenas “para inglês ver”.  Se destaca a atitude covarde dos sindicatos dos petroleiros, que, apesar da categoria estar em greve, não chamou uma efetiva mobilização da classe operária petroleira para barrar o leilão. Partidos ditos de esquerda, como o PSTU, mais uma vez compareceram apenas para passear, se colocando inclusive contra os setores mais combativos que enfrentaram a truculência da Força Nacional, que durante horas jogou centenas de bombas de gás e balas de borracha, e contra qualquer ação que impedisse de fato o leilão.

Essa experiência deve nos fazer abrir os olhos no sentido de retomar a mobilização pela nacionalização do petróleo, superando a dispersão, e avançar na organização da classe operária, principalmente no sentido de construir um movimento amplo, de luta, para ultrapassar as direções traidoras da esquerda e do movimento operário a serviço dos grandes capitalistas.

O ataque contra os trabalhadores é coordenado em várias frente, mas o objetivo é um só: garantir os lucros dos grandes capitalistas a qualquer custos, mesmo se tiverem que jogar os trabalhadores na escravidão e na fome.

Contra a entrega dos nossos recursos aos parasitas especuladores!

Contra os ataques contra o convênio médico dos trabalhadores dos Correios!

Contra o arrocho salarial!

Que a crise a paguem os capitalistas!

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