Abaixo o golpe da empresa contra a organização sindical

DSCF2099A direção da ECT, por meio do novo vice-presidente de Gestão de Pessoas, Nelson Oliveira de Freitas, está preparando mais um golpe contra os trabalhadores, mais especificamente contra o plano de saúde da categoria dos Correios.

Enviaram, na última semana, uma carta a cada um dos 35 sindicatos dos Correios convocando seus presidentes para uma reunião em Brasília com a referida vice-presidência, no próximo dia 12 de novembro. O motivo da reunião seria a “continuidade das discussões dos assuntos constantes da pauta de negociação”.

O chamado da ECT é um golpe em vários sentidos. Em primeiro lugar, um ataque contra a organização nacional da categoria, passando por cima do próprio TST, que na campanha salarial reafirmou a Fentect como única que tem legitimidade para negociar em nome dos trabalhadores dos Correios. A Fentect sequer foi convidada para a reunião.

A empresa tenta levar adiante a política divisionista que tentou aplicar na campanha salarial, primeiro incentivando e promovendo os traidores dos sindicatos de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, tentou negociar o Acordo Coletivo regionalizado, o que fere a própria organização nacional da categoria.

E por que a empresa quer quebrar a unidade nacional dos trabalhadores? O interesse, nesse momento, é bem claro. Criar as condições para atacar o convênio médico da categoria, através da imposição do Postal Saúde.

O julgamento do Postal Saúde no tribunal foi adiado para a próxima semana. A empresa quer contar com os velhos traidores e pelegos dos sindicatos patronais para legalizar o Postal Saúde. Um golpe.

É até irônico que a ECT, que tentou impor uma série de restrições ao comando amplo de negociações da Fentect durante a campanha salarial, agora oferece uma reunião com cada presidente de sindicato – sem a Fentect – inclusive pagando diárias e passagens para os burocratas sindicais que se prontificarem a participar dessa reunião golpista.

Outra ironia é a repentina “disposição” da empresa em negociar, sendo que durante toda a campanha salarial procurou enrolar as negociações, inclusive levando novamente para dissídio. Atacaram o direito dos trabalhadores de fazerem a campanha salarial e agora querem se mostrar os mais “abertos a negociações de todo o mundo”. É uma manipulação cujo único objetivo é impor o golpe do Postal Saúde.

A direção da empresa vai distribuir dinheiro para os pelegos dos sindicatos para criar as condições para destruir o convênio médico. É um escárnio contra a categoria. Entre esses pelegos estão os traidores do PCdoB/CTB dos sindicatos de São Paulo e Rio de Janeiro, os meninos de recado do presidente da ECT, Wagner Pinheiro.

Qualquer um que tenha o mínimo de comprometimento com o Plano de Saúde dos trabalhadores e com a unidade nacional da categoria deveria não só rejeitar completamente a participação na reunião, mas também denunciar o golpe da empresa.

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Um comentário sobre “Abaixo o golpe da empresa contra a organização sindical

  1. Sugestão: Vamos mobilizar uma grande greve em DEZEMBRO !!

    Procrastinar medidas evasivas ditatoriais emanadas da ECT em face da categoria com articulados meios sorrateiros, capciosos, compelidos por uma empresa pública, para atingir a redução de custos, através de pseudo sindicalistas que arregimentam uma parcela representativa de sua base territorial para impingir em comunhão com a empresa ataques, que se não houver uma reação incisiva da base, haverá consequências nefasta.
    O julgamento do TST, pela 3ª vez consecutiva, deixou bastante claro, Pauta de reivindicação não representa absolutamente, configura-se como uma simples matéria, que de formalidade da lei, deve ser acatada pelo judiciário. Mas que, de fato, a categoria não é atendida dentro daquilo que se espera. ´
    Avir no sentido de uma mobilização é fato. Nessa quimera idealizada por alguns ‘sindicalistas’ de que a ECT vai se prontificar a discutir com a Fentect de sua livre e espontânea vontade os pontos cruciais da Pauta de reivindicação, enseja uma atitude proativa do trabalhador de base, para isso, opino para algumas vertentes:
    Fentect – Fazer um chamado a categoria dos trabalhadores dos Correios junto com o (Comando Permanente Nacional)

    Sindicatos – Convocarem uma assembleia extraordinária propondo ‘Aprovação de estado de greve Permanente’, mais breve possível.

    Trabalhador de base – Entender e compreender as questões cruciais que foram desprezadas pela 3ª vez pelo TST.

    Plano Médico – Foi remarcada pela 2ª vez. Agora para dia 14/11/2013, no TRT/10/DF, a pedido da ECT. Minha suposição: talvez aguardando a ‘reunião’ proposta pela Vigep direcionada aos sindicatos. E porque não a Fentect, se ela quem representa todos os trabalhadores? Resposta óbvia. ‘redimir’?. Eu não acredito!

    PCCS 1995 – Embora já houvesse por parte da ECT firmado compromisso de adequação com alguns sindicatos, tendo em vista, que este processo PCCS 1995 foi impetrado em separado pelos sindicatos, A ECT descumpre notadamente, desencadeando uma paralisação de 24 horas pelo sindicato VP. Essa questão está em litispendência em alguns estados/sindicatos.

    SAP/SARC – Instrumento impositivo de se alcançar metas e produção com métodos escravagistas que só aumentam o absenteísmo. Doenças ocupacionais ou trabalho, em função de desgaste físico e emocional.

    PLR – Discutir os critérios para de 2013. A ECT este ano simplesmente ultrapassou o limite de desconsiderar uma proposta formulada pelo Procurador do Trabalho.
    Assédio Moral – Retaliação a trabalhadores que participaram de movimento paredista, impondo.

    Anistia – Trabalhadores de base que lutaram e que continuam lutando pra retornar aos seus postos de trabalho e a ECT Finge que não vê.

    Tabela de Remuneração Singular e Função Convencional – A ECT alegou que a Pauta de reivindicação ultrapassaria a receita anual sobremaneira. E o que diz a ECT em relação a esta tabela? E ainda chega à PLR quer separar 10% pra seus estratégicos!

    Ainda que a Pauta apresentada estivesse acima do que ECT pudesse de fato, atender, o TST fez fator probante e contundente, como se não houvesse mais nada que pudesse ser aproveitado, motivo pelo qual se tem procurado seguidamente nos últimos anos, quase que convictos por parte da ECT
    .
    Fls 141/142 Nº TST-DC-6942-72.2013.5.00.0000 – 6) indeferir a fixação, nos termos e índices postulados, das seguintes cláusulas constantes da pauta de reivindicações da FENTECT e renovados na defesa.

    Fls 45/46 Nº TST-DC-6942-72.2013.5.00.0000 predomina na jurisprudência o entendimento de que não há margem para a atuação do poder normativo conferido à Justiça do Trabalho, dependendo a fixação de norma dessa natureza de ajuste direto entre as partes. A exceção à limitação do poder normativo da Justiça do Trabalho refere-se à hipótese de se tratar de dissídio coletivo de revisão de instrumento coletivo autônomo (acordo ou convenção coletivos de trabalho) ou de acórdão normativo resultante de acordo judicialmente homologado, em vigor em período imediatamente anterior, no qual tivesse havido a estipulação de piso salarial, situação em que caberia reajustá-lo pela utilização do índice considerado para efeito de recomposição salarial.

    Fls 133 Nº TST-DC-6942-72.2013.5.00.0000 (In verbis) CLÁUSULA 41 – NEGOCIAÇÃO COLETIVA – Em caso de ocorrência de fatos econômicos, sociais ou políticos que determinem ou alterem substancialmente a regulamentação salarial vigente, serão revistos de comum acordo pelas partes os termos do presente instrumento normativo, visando ajustá-lo à nova realidade.

    Minha sugestão: O trabalhador de base não precisa dizer pra ECT o que a gente quer, ela (ECT) sabe de có e salteado. O que ela precisa é ver a gente organizar uma mobilização para dezembro. Dinheiro é o que não falta. Basta ver essa tabela de Remuneração Singular e Função Convencional, contrapondo ao próprio Manpes, onde diz que não deverá haver disparidade salarial. Utopia.
    Quero evocar que o ticket Alimentação e Plano de saúde vieram de quando a data base era no mês de dezembro! A ECT percebeu que essa data era importante na sua cadeia produtiva, tratou logo de cooptar ‘sindicalistas’ pra conseguir aprovação de alteração de data base. Desse tempo pra cá quase não se avançou. A exceção, dos 30% de adicional de risco em 2008. A maioria das greves era somente para manter o que já tinha conquistado!
    Agora me dirijo ao trabalhador de base, se entender que é preciso mobilização, vamos impulsionar Fentect, Sindicatos, para organizarmos um grande movimento, só que agora todos juntos!
    Aos guerreiros forte abraço!

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