Direção da ECT quer usar reunião paralela com presidentes de sindicatos para atacar o Plano de Saúde dos trabalhadores

Golpe

Direção dos Correios chama reunião só com presidentes de sindicato, sem a Federação Nacional, fingindo negociar as reivindicações da categoria
Findect com wagner pinheiro

No dia 24 de outubro a direção dos Correios enviou aos sindicatos um convite para reunião em Brasília no dia 12 de novembro.

O convite da ECT (Empresa de Correios e Telegrafos) para os presidentes de Sindicato é supostamente para negociar a pauta da categoria. Para um trabalhador desavisado pode até parecer que a Direção da ECT está realmente preocupada em negociar as questões pendentes da pauta de reivindicações apresentada na campanha salarial. Mas isso só é possível para quem ignora o histórico das últimas três campanhas salariais nos Correios.

Para entender o golpe que está por trás da reunião convocada pela ECT para a próxima terça-feira, dia 12 de novembro, basta analisar o que vem acontecendo nas últimas campanhas salariais.

Vamos aos fatos:

1. ECT não quer negociar nada – Nos últimos três anos, a direção da empresa, de forma totalmente intransigente, não negociou nada das reivindicações dos trabalhadores nas campanhas salariais. Em 2011, 2012 e 2013, levou as negociações para o TST – Tribunal Superior do Trabalho – para se esconder detrás do Poder Judiciário, a fim de aplicar reajustes miseráveis e a privatização do Plano de Saúde dos Correios.

Pergunta: Então porque, depois de terminada a campanha salarial. a direção da ECT convoca os presidentes de sindicatos falando em “negociação”?

Conclusão: Se na Campanha salarial, aonde a ECT é obrigada por lei, a estabelecer, de comum acordo, um Contrato Coletivo de Trabalho, ela não queria negociar nem o “vale peru” da categoria, ou seja, um ticket extra de final de ano para os trabalhadores dos Correios; é evidente que a direção da empresa não vai tomar nenhuma iniciativa no sentido de negociar os interesses dos trabalhadores agora, sem pressão das bases, sem greve, sem mesa de negociação. Trata-se, portanto, de mais um ataque à categoria.

2. A ECT não respeita a representação dos trabalhadores – Por diversas vezes, nestes últimos anos a Direção da ECT afirmou que não iria negociar com o Comando Amplo (41 membros) de trabalhadores ligados a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios).  A ECT queria negociar no esquema balcão de negócios, exigindo que a Fentect apresentasse apenas 07 negociadores. Neste formato, a ECT sempre comprava quatro membros do Comando para que a sua vontade fosse acatada nas negociações.

Pergunta: Então porque, depois de terminada a campanha salarial, a direção da ECT convoca 36 presidentes de sindicatos com passagem e hospedagem pagas pela empresa?

Conclusão: Se na campanha salarial deste ano, o Comando Amplo da Fentect (41 membros) precisou bloquear a entrada do Edifício Sede dos Correios de Brasília, sentando em frente às suas catracas, para que a ECT aceitasse receber todos os representantes dos trabalhadores na mesa de negociação; fica evidente a direção da empresa organizou alguma arapuca, chamando 36 presidentes de sindicatos, uma reunião ampla, mas que de alguma forma a ECT garantiu ter a ter a maioria dos representantes dos sindicatos na sua mão, e assim assinar algum acordo do seu interesse e contra os trabalhadores. Neste Caso, já sabemos que os dirigentes dos sindicatos de SP, RJ, Bauru são comprados pela direção da ECT; e querem repetir este ano o que fizeram com o famigerado acordo bianual.

3. A ECT quer dividir a categoria – O convite enviado pela ECT aos presidentes de sindicato, não foi encaminhado a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a única entidade representativa da categoria em âmbito nacional, confirmada no TST.

Pergunta: Então porque, depois de terminada a campanha salarial, com o TST – Tribunal Superior do Trabalho, afirmando que a Fentect é a única entidade representativa da categoria para negociar a pauta nacional dos trabalhadores, a direção da ECT convoca 36 presidentes de sindicatos, e sequer envia um convite para a Fentect?

Conclusão: Não resta dúvidas que a direção da ECT quer destruir a Fentect, dividir os trabalhadores, e tentar ressuscitar das cinzas a Findect – Federação paraguaia, federação defendida pelas direções dos sindicatos de SP e RJ, e que foi ridicularizada no julgamento do TST, pelo fato da ECT tentar firmar acordo com esta Federação inexistente.

Não negociar com a Fentect, significa atacar a unidade da categoria, chamar para o ego dos presidentes de sindicatos e enfiar na negociação os garotos de recado do Wagner Pinheiro no movimento sindical, ligados ao PCdoB: Diviza, do do sindicatos de SP; Ronaldão Bianual, do sindicato do Rio de Janeiro, e Gandara, do sindicato de Bauru. Isto porque, se a reunião fosse feita com a Fentect eles não participariam, pois de  forma irresponsável desfiliaram esses sindicatos da Federação, retirando os trabalhadores destas bases das negociações nacionais.

Por isso não resta dúvida de que a direção da ECT está mais uma vez preparando um ataque contra os trabalhadores, dividindo a categoria para legalizar o ataque do Postal Saúde, novo esquema de caixa dois do PT no Correios, e a preparação da privatização do Convênio Médico dos trabalhadores.

Os trabalhadores de base devem ajudar a denunciar esta reunião fraudulenta e exigir respeito ao movimento organizado, de modo que a categoria decida quem vai negociar com a ECT.

Ficou claro na campanha salarial que os presidentes dos sindicatos de SP, RJ e Bauru (que estão por trás da Federação paraguaia-Findect) estão comprados para ajudar a direção dos Correios a privatizar o plano de Saúde e empurrar a política de miséria salarial ao conjunto dos trabalhadores.

– Exigir reunião somente com a Fentect e sindicatos filiados a Federação;

– Ato em Brasília no dia 14 de novembro para mostrar aos juízes e a direção da ECT que os trabalhadores não vão aceitar o Golpe do Postal Saúde;

– Mobilizar os trabalhadores para uma greve em dezembro pelo nosso Plano de Saúde e contra o golpe dos passivos do PCCS de 1995 que a ECT tem que pagar aos trabalhadores dos Correios.

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