A quem serve o adiamento da decisão sobre o Postal Saúde?

Postal saúde e reunião da ECT com presidentes dos sindicatos

 Justiça adia decisão enquanto direção dos Correios busca acordo com pelegos e traidores no movimento sindical. O que reforça a campanha na categoria por uma greve nacional em dezembro em defesa do Convênio Médico dos trabalhadores
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No dia 14 de novembro mais uma vez a justiça trabalhista do Distrito Federal adiou decisão sobre a ação da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) contra o Postal Saúde.

O Postal Saúde é o instrumento encontrado pela ECT (Empresa de Corresios e Telégrados) para privatizar o convênio médico dos trabalhadores dos Correios disfarçadamente. Assim como usou a MP (Medida Provisória) 532 para mudar o estatuto da empresa e ir modificando seu formato, adequando-a aos moldes de empresas privadas sem, no entanto, falar em privatização. A palavra do momento é “modernização”.

Mas para isso, a empresa passou por cima do Acórdão de 2012, julgado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) e criou o Postal Saúde para ser uma “caixa de assistência”. Todos os trabalhadores dos Correios sabe o que aconteceu quando algo semelhante aconteceu com nosso plano de previdência agora Postalis. O rombo do Postalis todos os anos aumenta a contribuição dada pelos trabalhadores. É isso que a empresa pretende fazer com o Plano de Saúde. Cobrar dos trabalhadores pelo atendimento médico, inclusão de dependentes.

Para impedir essa destruição do nosso Plano, a Fentect entrou com a ação na justiça. No entanto, a decisão definitiva sobre o processo já foi adiada três vezes pelo Tribunal de Justiça de Brasília. No dia 14, uma audiência farsa foi realizada e o julgamento ficou para o dia 19 de dezembro.

Enquanto isso, a direção da empresa está tentando armar um golpe com os traidores do movimento sindical através de reuniões paralelas à Fentect. A empresa está convocando para os dias 27 e 28 de novembro a segunda reunião com os presidentes de sindicatos.

Essas reuniões são tão ilegais quando o Postal Saúde. A Fentect e seu Comando de Negociação e Mobilização são os legítimos representantes dos trabalhadores para negociação desse tipo. Sobre isso não ficou margem de dúvida no último julgamento do dissídio coletivo. Assim como não ficou dúvida sobre a recusa dos trabalhadores para qualquer mudança no convênio médico da categoria, como pretendem fazer com o Postal Saúde.

O adiamento acontece numa jogada casada com as reuniões convocadas pela ECT. A justiça está claramente dando o prazo para a empresa tentar conseguir um acordo com os presidentes dos sindicatos e chegar no dia do julgamento dizendo que a categoria aceita as mudanças.

É preciso repudiar tanto uma como outra iniciativa que são ataques diretos contra os trabalhadores dos Correios. E começar a organizar desde já a greve nacional da categoria para o mês de dezembro.

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