Atendente comercial: muita exploração para pouco salário

Trabalhadores pedem o fim das metas e exploração do atendente comercial nos Correios

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Publicamos aqui denúncia enviada por uma atendente comercial dos Correios, sobre as condições de trabalho da categoria.

Nos Correios há mais ou menos quinze anos não se ouvia falar em metas. Hoje está bem diferente. A empresa quer acompanhar a globalização e a concorrência no mercado. Mas esquece de que seus funcionários precisam ser bem tratados. Ao contrário disso, nos setores de trabalho existe muita exploração. Sabemos que os setores que são a atividade fim da empresa, atendentes comerciais, carteiros, motoristas, levam está empresa para frente, e estão submetido a extrema exploração. No caso das agências comerciais a coisa piorou muito depois do chamado Banco Postal.

O atendente comercial vem sofrendo com as metas abusivas e incoerentes, tanto do Banco Postal como do setor postal. Nunca se viu tanto absenteísmo nas agências, como doenças mentais: depressão, fobias (também relacionada com os assaltos que aumentaram assustadoramente depois da implementação do serviço bancário). As unidades em geral possuem cadeiras velhas, guichês não adaptados para o trabalho. Sendo assim ocasionam todo tipo de problema. Doenças do trato físico: como bursite, tendinites, coluna e hérnia de disco. Pior do que isso são as cobranças e humilhações de chefes e gestores que, sendo treinados para isso, tornam-se carrascos de seus subordinados. Muitas vezes os atendentes trabalham quase doze horas sem nenhuma remuneração a mais. E chefia manda colocar no cartão de ponto um horário de oito horas, para a empresa não pagar as horas extras. Os que reclamam sofrem com humilhações e represálias. No caso de São Paulo a situação é mais grave pois não temos nenhum apoio da representação sindical.

A empresa hoje está como correspondente bancário, onde o maior salário é dos gestores e coordenadores, mas as metas mais agressivas são dos atendentes comerciais que, observação, não são bancários, mas prestam serviço de bancos, não havendo nenhuma estrutura de banco, como, por exemplo, segurança, carga horária e salários.

Em São Paulo, a festa do dia do atendente, 30 de outubro, foi uma convocação obrigatória, sendo mais uma humilhação onde o local não cabia quase ninguém. A consequência disso foi que muitas pessoas passaram mal, alguns funcionários tentaram ir embora, mas foram barrados e ameaçados, tiveram que dar o nome e matrícula, antes de saírem, para que depois fossem ameaçados pelos chefes da unidade.

Os atendentes desejam ser mais respeitados e com direitos garantidos, como:

  • A mesma carga horária dos bancários.
  • Guinches adaptado.
  • Salário de bancário.
  • Fim das metas.
  • Pagamento de horas extras.
  • Fim do banco de horas.
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