“Mesa de negociação permanente” da ECT é golpe e enrolação

Só a FENTECT pode negociar

Com essas reuniões paralelas, sem a Federação Nacional, a empresa vai apenas criar mais uma ?celeuma?, tendo em vista que todas as decisões para a categoria dos Correios
novamesa

A direção da Empresa de Correios e Telégrafos está chamando para esta semana mais uma reunião da chamada “mesa de negociação permanente”.

O Acórdão coletivo do TST (Tribunal Superior do Trabalho) prevê que a empresa deveria montar “mesas temáticas” para discutir com a Fentect temas pendentes do dissídio, como Anistia, Sistema de Distritamento, entre outras.

No entanto o que está havendo são reuniões com os presidentes dos sindicatos que a empresa está chamando paralelamente à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios). O que não tem valor nenhum e já foi repreendido pelo próprio TST no último julgamento.

Os ministros do Tribunal condenaram a empresa por estar criando “celeuma”. Isto porque a ECT havia assinado e feito ampla propaganda de um acordo sem valor com os sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro e outros. As direções sindicais traidoras, que dividiram a greve e o movimento nacional.

No julgamento do Dissídio Coletivo os juízes falaram categoricamente que a jurisprudência, ou seja, a tradição é que “quando se trata de empresa de âmbito nacional… os sindicato não tem legitimidade para a ação”, tendo em vista que a ação é assinatura de acordos”.

Isso não apenas para o acordo coletivo de trabalho. Por “ação” compreende-se decisões, e qualquer acordo relacionado com a categoria. Resumindo, tudo o que for acertado nessas reuniões paralelas que a empresa está bancando junto com os divisionistas e traidores, pode ser contestado posteriormente.

No julgamento do dissídio em 8 de outubro o ministro relator Ézio Ono se referindo ao acordo assinado por fora da Fentect falou “quem criou esse problema foi a ECT”. E agora a direção da empresa está criando outro problema.

Tudo isso para privatizar o convênio médico dos trabalhadores através da implementação do Postal Saúde.

As direções sindicais não podem se submeter a mais esta enganação. Os sindicatos que se mantiverem nesta farsa, estarão apoiando um golpe. Assim como vêm lutando nos últimos anos os trabalhadores não aceitarão mais essa traição. Nesse sentido já está em discussão em todo o país a paralisação em dezembro em defesa do plano de saúde e contra os golpes da ECT.

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