MRL e a sua defesa do Postal Saúde: Como os pelegos “lutam” para ajudar os patrões contra os trabalhadores

MRL

O Movimento Resistência e Luta nos Correios (MRL) assumiu de vez sua aliança com os maiores traidores categoria – o bloco PT/Articulação e PCdoB – que há anos vem entregando os trabalhadores à empresa.

Divulgaram documento onde se colocam histericamente contra a realização da plenária nacional da Fentect, repetindo os ataques baixos feitos pela empresa, contra as lideranças do nosso movimento.

É importante destacar que o bloco Articulação também publicou documento com exatamente o mesmo conteúdo só que com o timbre da Fentect (para dar a impressão que é a própria Fentect que está contra a plenária da Fentect), uma vez que, como bandidos antigos que são, não podem deixar de tentar dar o golpe nos mínimos detalhes.

Como é do conhecimento de todos os trabalhadores, a empresa vem divulgando, de forma mentirosa, que a Fentect estaria de acordo com as “negociações”  realizadas com a falecida Findect. “Negociações” cujo objetivo é  aceitar o postal saúde. A empresa se apoia no estelionato político e criminal realizado por alguns membros individuais da diretoria da Fentect, do PT-Articulação e do PT-MRL, que ou estiveram presentes ou assinaram a ata em nome de toda a federação nacional.

Decidiram boicotar a luta contra o que deve ser o maior ataque contra a categoria dos Correios de todos os tempos: a destruição do plano de saúde.

Antes de qualquer coisa é necessário lembrar que o MRL foi eleito para a diretoria da Fentect através do bloco de oposição que acabou com o domínio de décadas do PT-PCdoB na Fentect e sobre a base do compromisso com as propostas do bloco de oposição.

Esse bloco era formado pela corrente Ecetistas em Luta (PCO), pela Intersindical, e companheiros independentes. O MRL, até o último instante do congresso da Fentect, estava “indeciso” entre apoiar a Articulação Sindical ou integrar o bloco de oposição, negociando cargos com os petistas dirigidos pelo Talibã. O que arrastou este grupo para o bloco de oposição foi a pressão política da categoria, que exigia a formação de um bloco para derrotar a Articulação.

Quem não se lembra dos sindicatos dirigidos pelo PSTU/Conlutas, que dentro do congresso, declaravam que iriam se abster das votações, causando verdadeira ira em suas bases, as quais acompanhavam as discussões através da internet, uma vez que o PCO, o sindicato de Campinas e o Sindicato do Piauí disponibilizaram a transmissão ao vivo do congresso.

Ao final do congresso os sindicalistas do PSTU/Conlutas (à exceção do delegado do MR do Rio Grande do Sul) tiveram que mudar de posição e votar na chapa do bloco de Oposição que venceu o congresso por margem apertadíssima de votos.

Portanto, os membros do MRL que hoje ocupam cargos na diretoria da Fentect foram eleitos para derrotar a Articulação Sindical. É bom ter isso claro, antes de mais nada, para ter a medida exata datraição que significa a da aliança do MRL com a Articulação. Eleitos pela oposição, traíram os trabalhadores e passaram com armas e bagagens para o lado do PT-Articulação.

A direção da Fentect não é o Congresso Nacional, cheio de corruptos, onde o deputado é eleito com a bandeira de defender o povo e um dia depois da eleição está aliado com os banqueiros e os partidos que perderam a eleição.

Os elementos do MRL foram eleitos para lutar contra a Articulação e não podem

após a eleição se juntarem com a Articulação contra o bloco de Oposição, ainda mais para trair a luta contra o Postal Saúde.

Não adianta vir com o discursinho da empresa de “democracia” para tentar passar por cima do interesse da categoria. Quem não acompanhou a campanha salarial onde a empresa dizia que os trabalhadores e suas lideranças não respeitam as “leis” e “normas”, ou seja, a “democracia” para escolher justamente as “leis” e “normas” que eram convenientes para a direção da ECT, tentando impedir qualquer luta efetiva dos trabalhadores.

Certamente os membros do MRL não se lembrarão destas questões, uma vez que durante toda a campanha salarial, não participaram da maioria esmagadora das ações de luta em Brasília, chegando ao extremo de alguns dos que assinam a carta do MRL terem furado a greve da categoria (como boa parte dos seus novos aliados do PT-Articulação), sem nenhuma “preocupação” com os trabalhadores.

Tratando-se do MRL ninguém se espantou muito, uma vez que conhecida a posição de capachos (no sentido político e pessoal) dos chefes da empresa e do bloco Articulação. Os principais líderes do MRL assinaram vários acordos coletivos e de PLR para assumirem cargos na empresa, sem falar nas relações “perigosas” do MRL com a Articulação e PCdoB que recheiam os bastidores do mundo destes burocratas.

Fazer “reunião de diretoria” ou lutar contra o Postal Saúde?

A reação histérica deste grupo contra a convocação da plenária mostra que o pedido de reunião de diretoria, longe de qualquer intenção de lutar em prol da categoria, simplesmente visa tomar decisões no ambiente mais rarefeito possível, onde os trabalhadores são excluídos e onde a Articulação Sindical, ou seja, a direção da ECT tem as melhores condições de tentar fazer valer suas propostas.

Como bons aprendizes de chefes citam determinado artigo do estatuto, para tentar impedir a realização da plenária (os chefes só citam regras para impedir os direitos dos trabalhadores), escondendo outros artigos do estatuto que defendem explicitamente a realização da plenária. Por que esconder o artigo que dá poderes a secretaria geral de convocar a plenária? Por que esconder o artigo que diz que a plenária nacional é órgão superior à diretoria da Fentect?

Poderíamos ficar aqui discutindo “as regras” e a “democracia” dos chefes  até o final de 2013, sem fazer nada contra o Postal Saúde. Certamente vão correr atrás de pareceres de advogados, da história da “democracia” na Fentect (há quase 20 anos a Fentect é dirigida pelo bloco Articulação/PCdoB, que não prima pela democracia, veja-se o golpe do bianual, balcão de negócios do comando de 7 membros etc).

O problema, no entanto, é muito simples e não carece de parecer jurídico. Por que não reunir os trabalhadores no dia 12 e discutir a questão do postal saúde já que a audiência para o julgamento do nosso plano de saúde é no dia 18?

Na plenária, há um número maior de trabalhadores presentes, de sindicatos e todos podem emitir suas opiniões e fazer propostas. Qual é o crime?

Todos os diretores da Fentect que quiserem lutar contra o plano de saúde podem estar presentes, inclusive todos os diretores da Fentect pertencentes ao MRL. Este ano foram realizadas várias plenárias nacionais e atos públicos, sem falar no Comando de Negociação Amplo da Campanha Salarial, pois a marca de um movimento sindical de base e de luta não são reuniões fechadas de 21 pessoas como quer a Articulação Sindical (nas gestões anteriores eram ainda menos diretores) que decidem tudo (inclusive aceitar as “negociações da extinta Findect). Um movimento sindical de luta prima por estimular uma ampla participação da base, ainda mais quando envolve um tema tão importante como o nosso convênio médico e que, obviamente, exige uma mobilização de base para evitar o ataque da ECT.

O MRL  em sua carta já ameaça o bloco de Oposição, de que tomará medidas legais contra a plenária nacional da categoria que quer lutar contra o postal saúde, ou seja, contra o órgão mais representativo e democrático (falando em democracia verdadeira) dos trabalhadores, ficando abaixo somente do Conrep e do próprio congresso da Fentect. Obviamente estes elementos precisam conversar melhor com a vice-presidência jurídica da ECT para ser melhor aconselhado de como fazer ameaças jurídicas contra os trabalhdores… Ops, mas parece que esta vice-presidência também se saiu super mal na campanha salarial…

Importante lembrar que nenhuma ameaça de processo judicial foi feita contra a ECT por convocar uma reunião que afronta o acórdão, o qual dá poderes a Fentect e somente a ela, de negociar qualquer questão em nome dos trabalhadores. Pelo contrário, a direção do sindicato de Goiás, que mais representa, publicamente, o MRL atendeu ao chamado da ECT participando da “negociação” com a extinta Findect sob o controle da ECT. Para que ninguém se esqueça, este sindicato é um viveiro de sindicalistas que assumem cargos na empresa, em momento oportuno vamos publicar a lista quilométrica destes elementos.

Uma dose a mais de insanidade

A carta do MRL procura comparar a ação de convocar a plenária nacional (o órgão mais democrático e com maiores poderes legais, acima de todos os órgãos, exceto o Conrep e o congresso) .  Dizem: “(…) no?s do MRL, na?o aceitamos que nenhum fo?rum da Fentect seja feito de forma ditatorial, pois ainda acreditamos na democracia, e sabemos que sem ela nenhuma instituição de trabalhador funciona [sic]”.

Segundo o MRL, a ditadura militar seria um regime no qual o presidente usa seu poder para dar maiores poderes ao congresso e à participação popular. Essa tese é tão original que deveria ser levada para a academia de ciência política das melhores universidades do mundo. Pinochet deu o golpe no Chile para dar mais poder ao povo, segundo a tese genial do MRL, não para impor o silêncio aos trabalhadores, impedindo a sua participação para conseguir impor a política do imperialismo mundial.

Os membros do MRL estão mostrando que estão completamente sem rumo político..

Mas nós somos compreensivos com o MRL. Nesse momento, em que os trabalhadores se levantam em luta em todo o País, a cabeça dos pelegos não está funcionando bem. São tempos difíceis para defender o patrão, está bem mais complicado colocar em prática a política traidora do Nilson Rodrigues, Maurício Rosa, Sandra Martins, Cipriano (alguns dos mais “famosos” integrantes do MRL que receberam cargos na ECT).

A plenária nacional vai acontecer e tomar as medidas políticas necessárias para organizar a luta da categoria. Não será nenhum processo jurídico ou, menos ainda, ameaças de processo que vai impedir quem quer lutar de lutar. Quem não tiver condições de enfrentar as assembleias e eleger os delegados, por não ter base ou por ter o rabo preso com a empresa vai boicotar a plenária e ficar ainda numa situação pior. Que assim seja, o bloco de oposição está se preparando para o enorme ascenso da categoria e que com certeza vai renovar o movimento sindical.

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