Conlutas tenta trair a greve e é derrotada pelos trabalhadores no RS

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Mais uma vez, na contramão da tendência de luta da categoria

Na última sexta-feira, dia 31, os trabalhadores dos Correios do Rio Grande do Sul decidiram, em assembleia, manter a greve por tempo indeterminado, e se manter na luta nacional da categoria. Mas para manter a greve, os companheiros gaúchos tiveram que passar por cima das manobras realizadas pela Conlutas na diretoria do sindicato.

Antes da assembleia, a Conlutas distribuiu um informativo, usando o timbre do sindicato, insinuando que a greve deveria acabar. Como condição, oferecia para a DR/RS (Diretoria Regional do Rio Grande do Sul) uma comissão de representantes do sindicato para subir e se reunir com a empresa. Em resumo, uma traição à luta nacional.

Segundo relatos dos trabalhadores, o secretário-geral do sindicato, Vitor Rittman (MRS), começou a atrasar o início da assembleia. Essa é uma manobra bem típica de quem quer quebrar um movimento, vencendo os trabalhadores pelo cansaço. Mas não deu certo. Os trabalhadores se mantiveram no local e atacaram a posição dos que queriam acabar com a greve. A pressão foi tanta, que a Conlutas não teve coragem de defender o final da greve no microfone, mas dizia abertamente para todos que era contra a continuidade da greve, fazendo campanha contra o movimento. Natural para quem desde o dia da deflagração da greve defendia uma greve de apenas dois dias.

Mais uma da “SemLutas”

A Conlutas está colecionando traições no movimento operário brasileiro. Traição aos demitidos na GM de São José dos Campos, política pró-empresa nos Metroviários de São Paulo, aliança com o PSDB nos servidores do Piauí. Para quem supostamente foi criada para ser uma alternativa às “traições da CUT” percebe-se que a Conlutas não foi bem sucedida em seu objetivo.

Na realidade, as traições da Conlutas revelam o contrário do discurso que é feito pelos seus membros. A Conlutas nunca deixou de ser um braço menor e de aparência esquerdista da burocracia sindical, seja dentro da CUT ou fora dela.

O acontecido na assembleia do Rio Grande do Sul derruba outra lenda: a de que as traições da Conlutas seriam obra apenas do PSTU, que é 90% dominante ali.

Essa é uma das justificativas dos grupelhos e grupinhos que fazem parte da Conlutas.

Mas o MRS (Movimento Revolucionário Socialista) mostrou que as coisas não são assim. Na secretaria geral do sindicato, procurou trair uma greve em pleno crescimento e que será uma luta de vida e morte da categoria para manter seu plano de saúde. A Conlutas/MRS joga água no moinho dos pelegos do PT e PCdoB que estão se reunindo paralelemente com a empresa para aprovar a Postal Saúde e boicotar a greve.

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