Nos Correios de SP, PSTU é a quinta coluna do PCdoB e do PT

 

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Na tentativa de se reciclar, PSTU defende que a categoria decida sobre a Postal Saúde, mas boicotou todas as iniciativas para chamar a greve no estado

PSTU/Conlutas e PCdoB contra a greve da categoria.

Na greve nacional dos trabalhadores dos Correios, contra a privatização do convênio médico, que começou na última sexta-feira, 31, o PSTU, histórico aliado do PCdoB em São Paulo e no Rio de Janeiro, tenta se reciclar, tentando aparecer como defensor do Correios Saúde. A direção do PCdoB nos dois maiores sindicatos do país defende abertamente a implantação do Postal Saúde, chegando a avisar para os trabalhadores buscarem o cartão do novo plano de saúde.

Há vários anos, a Empresa tentar retirar o Correios Saúde, que é um dos maiores benefícios da categoria, para impor o Postal Saúde, em que a cobertura é bem menor, de forma que o trabalhador terá de pagar por diversos exames e consultas, além de cobrar por dependentes. Os dois sindicatos dirigidos pela CTB são peças fundamentais para o governo do PT impôr esta derrota aos trabalhadores.

O PSTU que tenta se mostrar como oposição, apoiou um dos principais golpes para enfraquecer a categoria e tentar impor a privatização, não só do convênio médico, mas de toda a empresa. A divisão da categoria, campanha do PSTU há tempos, se deu justamente com estes dois sindicatos do PCdoB, além do sindicato de Bauru, do Rio Grande do Norte, Tocantins e Roraima, através da tentativa de refundar a FINDECT, da época da ditadura.

É preciso esclarecer também que após a fundação da FINDECT, o PSTU também ameaçou romper com a FENTECT e boicotou todas as ações desta, para tentar puxar a base de São Paulo e Rio de Janeiro para a luta. Não foi só isto, nas duas últimas campanhas salariais, foram contra a data da greve defendida pela FENTECT, apoiando os divisionistas.

As assembleias e atos que a FENTECT chamou no Rio de Janeiro, em 2012 e 2013, também contaram com o boicote e a campanha contra do PSTU. Até mesmo quando ocorreu o ataque capangas do PCdoB à assembleia convocada pela FENTECT na Praça da Sé, o PSTU sequer denunciou e ainda frequentava as assembleias fraudulentas do Sintect-SP, onde são os únicos membros da oposição que a direção do sindicato permite entrar.

O PSTU também fez parte da Mesa Nacional de Negociação Permanente, criada pela empresa para quebrar o poder de negociação da FENTECT sobre o Postal Saúde, negociando diretamente com as diretorias dos sindicatos. E foi uma das últimas a abandonar a mesa, sob forte pressão da base da categoria e dos sindicatos do Movimento de Oposição ao Peleguismo. A corrente Ecetistas em Luta, do Partido da Causa Operária, foi a única que se negou a participar desta falsa negociação desde o início.

Se mantendo totalmente do lado dos pelegos e da empresa, certamente que não vai ser agora que o PSTU vai mudar de posição. A defesa que fazem agora do convênio não passa de demagogia, visto a forte tendência da categoria para a greve que deve passar por cima de todos aqueles que apoiarem o Postal Saúde. Se fossem defender a greve em São Paulo, teriam de apoiar a atuação da FENTECT no estado, em oposição ao PCdoB e ao governo.

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