Como retaliação à greve, ECT promove descontos abusivos nos salários

Para tentar intimidar os trabalhadores, a direção da empresa descontou o salário dos grevistas de maneira completamente arbitrária

A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) deliberou em Plenária Nacional que a categoria vai realizar uma greve por tempo indeterminado no próximo dia 17 de março. Com medo da mobilização, a direção da empresa tratou logo de mostrar que está disposta a qualquer coisa contra o direito de greve da categoria.

Quando os trabalhadores viram o contracheque de fevereiro ficaram abismados. A empresa descontou os salários de todos que participaram das últimas greves, sem nenhuma explicação. Os chefes foram orientados a dizer para os trabalhadores que os descontos eram decorrentes do não pagamento de horas de greve que se acumularam. Mas a empresa sequer explicou que horas são essas, quanto foi pago, nada disso. Apenas descontou o salário do trabalhador de maneira completamente arbitrária e abusiva. Até mesmo alguns trabalhadores que nem mesmo participaram das últimas greves tiveram descontos.

Alguns companheiros chegaram a ter R$ 1.000,00 de desconto, recebendo o contracheque quase zerado. Essa situação é um abuso da empresa, inclusive legalmente falando, o patrão não pode tirar o salário do trabalhador a ponto de deixar a ele e a sua família sem as mínimas condições de sobrevivência.

Essa é a política da direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) para intimidar os trabalhadores. Para garantir os interesses dos banqueiros e capitalistas que a todo o custo querem privatizar os Correios, a direção petista da empresa ataca inclusive o direito de greve e de organização da categoria.

São esses interesses que estão por trás de todos os ataques aos trabalhadores promovidos pela direção da ECT. O PT segue a política dos banqueiros e da direita para privatizar os Correios e para isso precisa atacar brutalmente os trabalhadores.

Mesmo diante dessa ofensiva, os trabalhadores dos Correios não se intimidam e preparam sua greve nacional em defesa do Correios público, contra a privatização, contra a terceirização, pela volta do convênio médico da categoria.

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