Agredido pela PM em Brasília:  “Pensei que eles fossem me matar de tanto bater”

Companheiro Aurimar Cordeiro, militante do PCO brutalmente agredido pela polícia na manifestação do dia 7, conversou com nossa redação

O companheiro Aurimar Cordeiro, militante do PCO e carteiro em Minas Gerais foi covardemente agredido pela Polícia Militar do Distrito Federal e pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados no ato contra a PEC 4330 da terceirização. Passado o susto, o companheiro passa bem, mas terá que passar por uma cirurgia na mão esquerda. “Eles me bateram tanto nas mãos e com tanta violência que cortou a pele e rompeu o tendão de um dos dedos. A médica disse que corte foi tão profundo que deu para ver próximo do osso” , disse.

A redação do jornal Causa Operária visitou o companheiro no hospital. Em depoimento, ele afirmou que a Polícia o pegou pelas costas, sem condições de defesa. “Eu estava procurando por um companheiro que estava no meio da confusão para ajuda-lo,  quando eu menos esperava um policial me deu uma gravata e me puxou para o meio deles”.

O companheiro descreve que, a partir dai, jogaram ele no chão, pisaram em sua cabeça e uma dezena de policiais foi para cima dele com cassetetes, choques elétricos e pontapés. “Enquanto estava apanhando, consegui falar para não me dar choque, pois tinha problema cardíaco. O policial simplesmente falou: ’então você vai morrer aqui’ e me deu mais um choque na região do peito”. Algumas imagens transmitidas pela própria imprensa capitalista deixam claro que o que a polícia fez foi um espancamento. As imagens são fortes e indignantes. Assista ao vídeo aqui.

“Pensei que eles fossem me matar de tanto bater”, afirmou Aurimar, conhecido pelos companheiros como “Carioca”. Depois do espancamento, o companheiro foi levado desacordado para dentro do Congresso. “Mesmo eu estando desmaiado, eles me algemaram e só acordei depois dos primeiros socorros.”

O companheiro Aurimar é membro da Corrente Ecetistas em Luta de militantes do Partido da Causa Operaria nos Correios e diretor do Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais).

“Eu atribuo total responsabilidade pela agressão ao presidente da Câmara Eduardo Cunha [PMDB], que soltou os cachorros para impedir que os trabalhadores acompanhassem as votações desse projeto que vai acabar com os direitos dos trabalhadores”, conclui o companheiro.

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